Blog do Adriano Roberto


Defesa de Palocci quer manter habeas corpus por delação premiada
Autor
Adriano Roberto

Defesa de Palocci quer manter habeas corpus por delação premiada

Ex-ministro da Fazenda (governo Lula) e Casa Civil (governo Dilma), Antonio Palocci tem um encontro com os novos advogados nesta segunda-feira (15). O novo grupo de defesa, que desde sexta-feira (12) substitui a equipe do criminalista José Roberto Batochio, tentará convencê-lo anão retirar o pedido de habeas corpus - enviado pelo relator da Lava Jato e ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para o Plenário.

PUB Mesmo que não haja data para apreciação, o advogado Adriano Bretas acredita, segundo a colunista Monica Bergamo, que desistir do recurso seria perder poder de negociação para a delação premiada com o Ministério Público Federal. Bretas defende outros réus da Lava Jato que conseguiram sair de prisões preventivas com negociação.

No domingo (14), os defensores negaram que a Lava Jato tenha pressionado o ex-ministro a mudar de defesa para negociar a delação. Segundo o grupo de Bretas (formado ainda por Tracy Reinaldet, André Pontarolli e Matteus Macedo), a força-tarefa da Lava Jato não fez 'qualquer exigência, nem sequer mínima alusão' para que Batochio, defensor do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, saísse.

Delação virou saída para reduzir pena, diz Jacques Wagner sobre Palocci "Não houve qualquer exigência, nem sequer mínima alusão, por parte do Ministério Público Federal ou da Polícia Federal na contratação ou destituição deste ou daquele escritório", sustentam Bretas e sua equipe.

Tal escolha foi feita por livre e espontânea vontade do sr. Antonio Palocci Filho." Preso desde setembro de 2016, Palocci é réu em duas ações penais da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. Em uma delas, é acusado de receber sobre propinas de R$ 128 milhões da Odebrecht e repassado parte do valor para o PT.



Governo dá partida a leilões da Ferrogrão e da Norte-Sul
Autor
Adriano Roberto

Governo dá partida a leilões da Ferrogrão e da Norte-Sul

Embalado pelo sucesso dos últimos leilões de aeroportos e terminais portuários, o governo entra agora na etapa mais desafiadora do programa de concessões em infraestrutura de transportes. As minutas de edital e contrato de duas ferrovias - a Ferrogrão e a Norte-Sul - serão colocadas em audiência pública até meados de junho com incentivos para atrair investidores privados.

O plano do governo é recolher contribuições dos interessados, buscar um sinal verde do Tribunal de Contas da União (TCU) e licitar os dois projetos no segundo semestre. Apesar da disposição em seguir todos os trâmites, há ceticismo no Palácio do Planalto quanto à perspectiva de sucesso no leilão da Ferrogrão, mas foi detectado o interesse firme de três grupos na Norte-Sul. Como a extensão da ferrovia já foi praticamente concluída pela estatal Valec, com recursos públicos, haverá cobrança de outorga na disputa. O valor ainda não foi definido, mas a expectativa é de algo entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

Com base em um projeto apresentado originalmente por um conjunto de grandes tradings do setor agrícola e pela Estação da Luz Participações (EDPL), o governo oferecerá um contrato de 65 anos para quem ficar com o direito de construir e explorar a Ferrogrão. A ferrovia, que deve ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA), foi orçada em R$ 12,6 bilhões.

Além de um prazo contratual bem maior do que as demais concessões, outro estímulo importante será dado ao futuro concessionário do empreendimento. Ele terá pelo menos três décadas de exclusividade nas operações, depois de terminada a obra, sem a obrigação de abrir os trilhos para os "operadores ferroviários independentes", conhecidos no mercado pela sigla OFI. Trata-se de uma figura ainda incipiente, que permite a empresas comprar trens e prestar serviços usando a malha de qualquer concessionária, mediante pagamento do direito de passagem.

Técnicos do governo estudam ainda um mecanismo de proteção cambial. Não está descartada a dolarização de parte das tarifas da Ferrogrão, já que ela se dedicaria essencialmente ao transporte de grãos cotados em moeda estrangeira. Por isso, a avaliação oficial é de que o projeto merece ser tratado de forma diferente de rodovias e aeroportos, cujas tarifas aos usuários não podem sofrer variações com uma desvalorização abrupta do real.

"O projeto está mais do que maduro para ser colocado na rua", diz o presidente da EDLP, Guilherme Quintella, que apresentou a ideia da Ferrogrão ao Ministério dos Transportes em 2012 e entregou recentemente uma revisão geral dos estudos de viabilidade. "É um empreendimento que pode mudar a cara do agronegócio no Brasil", defende.

Mesmo com todos os ajustes já feitos, o governo vê com cautela as chances de sucesso no leilão da ferrovia. Segundo fontes oficiais, o grupo de tradings responsável pela concepção do projeto - ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus e Amaggi - junto com a EDLP demonstra pouco ânimo em participar como acionista majoritário e enfrenta dificuldades para encontrar um sócio relevante. "Não conseguimos sentir tanto apetite. O negócio delas é comprar e vender grãos. São empresas com muito capital de giro, mas que não querem colocar tanto equity", diz uma autoridade.

De fato, conforme Quintella, a intenção do consórcio formado para desenvolver o projeto é ter entre 25% e 40% do capital total da sociedade. Ele enfatiza, no entanto, que há potenciais investidores interessados. Tanto é assim que um "road show" do grupo por Ásia, Europa e Estados Unidos começa na próxima semana a fim de buscar mais parceiros.

Quintella confia no sucesso de um leilão da ferrovia, mas faz uma ponderação. Para ter retorno adequado, capaz de compensar os riscos de engenharia e atrair esses parceiros, o futuro concessionário precisa de exclusividade na operação por todos os 65 anos de contrato. "Isso permitiria uma TIR de 10,6%. Se diminuir para 35 anos, a taxa de retorno cai para um dígito", compara.

No sentido oposto, há confiança cada vez maior do governo em que o leilão da Norte-Sul será exitoso. Três grupos entraram no radar do Planalto como prováveis concorrentes. Um deles, a VLI, já opera trecho da ferrovia entre os municípios de Palmas (TO) e Açailândia (MA). Outro é a RZD Russian Railways, estatal com uma malha de 85 mil quilômetros na Rússia, que contratou o economista Bernardo Figueiredo como representante no Brasil. O terceiro grupo interessado é nacional e já atua em infraestrutura logística.

Além do pagamento de outorga, o vencedor do leilão precisará aplicar quase R$ 800 milhões em sinalização, sistemas de comunicação e adequação de pátios na Norte-Sul. O contrato deve ter 35 anos de duração, mas o martelo ainda não foi batido e depende de um pente-fino nos estudos.

Em construção pela Valec desde a década de 1980, a Norte-Sul tem um segundo trecho pronto - entre Palmas e Anápolis (GO) - e que foi inaugurado pela ex-presidente Dilma Rousseff, mas nenhum trem circula por lá. Está quase concluído, com mais de 90% das obras executadas, sua extensão até Estrela D'Oeste (SP).

Uma pecularidade, no entanto, afeta o futuro do projeto. Como não deságua diretamente em nenhum porto, os trens precisam entrar na malha ferroviária de outras concessionárias para escoar suas cargas. "O fator crítico de sucesso no leilão da Norte-Sul é a regulamentação do direito de passagem", afirma Bernardo Figueiredo, ex-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que confirma o interesse da RZD em entrar na disputa.

Ao norte, os trens desembocam na rede da VLI. Ao sul, têm que passar pela Malha Paulista, que é operada pela Rumo e tem um pedido de renovação do contrato por 30 anos tramitando na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Pelos termos da prorrogação, a Rumo ficará obrigado a abrir seus trilhos para apenas dois trens por dia oriundos da Norte-Sul, que precisam atravessar a Malha Paulista para chegar ao porto de Santos (SP).

Isso significa algo próximo de 3 milhões de toneladas anuais, o que corresponderá a menos de 5% da capacidade total com as obras de ampliação que a Rumo se compromete a fazer. "Precisamos saber quantos trens poderão passar, que desempenho vão ter e quanto se pagará por isso", esclarece Figueiredo, apontando a necessidade de solução para o assunto. Sem isso, segundo ele, haveria uma assimetria na concorrência com a Rumo e com a VLI.

"Do jeito que está colocada a questão, não resolve o problema. Não dá para entrar na concessão da Norte-Sul e só depois resolver o uso da malha", completa o ex-presidente da EPL. "Mas os russos têm interesse e acreditam na promessa feita pelo governo de que será dado um tratamento adequado para essa questão."





Vai para o colo de Moro caixa 2 da campanha de Dilma
Autor
Adriano Roberto

Vai para o colo de Moro caixa 2 da campanha de Dilma

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou para a Justiça Federal do Paraná nesta quinta-feira (11) a parte da delação do marqueteiro João Santana que trata de possível uso de caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014 da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Santana foi o responsável por fazer as duas campanhas vitoriosas de Dilma. Com isso, o juiz federal Sergio Moro ficará responsável por acompanhar e julgar o caso. O acordo de delação premiada de Santana, da mulher dele, Mônica Moura, e de André Santana, que trabalhava para o casal, foi tornado público nesta quinta-feira.

Santana e Mônica dizem que Dilma tinha pleno conhecimento de que a Odebrecht ficou responsável por pagar, via caixa 2, R$ 35 milhões ao casal na campanha de 2014. Outros R$ 70 milhões foram pagos com recursos declarados. Em sua delação, Mônica contou que, já em 2010, uma parcela relevante da campanha no primeiro turno foi paga mediante caixa 2.

Os valores, em espécie ou transferidos por meio de uma conta na Suíça, teriam sido repassados com a ajuda da Odebrecht. Em 2012, parte do que a campanha de Dilma devia a Santana ainda não tinha sido quitada. Assim, Mônica contou que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a chamou e disse para procurar o empresário Zwi Skornicki, hoje delator da Lava Jato. Skonick então acertou pagamentos no exterior.

O publicitário Santana contou que foi orientado por Mônica Moura para receber valores em espécie, indo de Brasília para São Paulo durante a campanha de 2010. Ele afirmou ter recebido quatro vezes, em valores estimados entre R$ 150 mil a R$ 200 mil. Mas não soube identificar quem lhe entregou o dinheiro.

Ele ficava hospedado em um flat para isso. Santana também relatou caixa dois na campanha. Em relação à campanha à reeleição de 2014, Mônica afirmou que o então ministro da Fazenda Guido Mantega intermediou o pagamento de valores oriundos de caixa dois. Ela relatou que Dilma não queria interferência do PT nos pagamentos da campanha dela, por não confiar em Vaccari.

A ex-presidente teria reclamado que o ex-tesoureiro do PT usou recursos destinados a Santana em 2010 para cobrir outras dívidas do partido. Publicidade Em 2014, teriam sido repassados ao casal R$ 10 milhões por meio de caixa 2, usando uma conta na Suíça. Outros R$ 25 milhões devidos pela campanha nunca foram pagos, uma vez que as investigações da Lava Jato alcançaram a Odebrecht.

Para tentar quitar as dividas, Mônica teria recebido de Mantega a sugestão para procurar a ajuda do empresário Eike Batista.André Santana contou que esteve em um hotel em São Paulo para receber R$ 1,5 milhão da Odebrecht para a campanha de 2014. Mas o dinheiro foi roubado num assalto. “De fato, conforme relata do Ministério Público, não se verifica, nesta fase, o envolvimento de autoridade que detenha foro por prerrogativa de função nesta Corte, o que determina, desde logo, o envio de cópia das declarações prestadas pelos colaboradores ao juízo indicado como, em tese, competente”, dediciu Fachin, autorizando pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Outras citações envolvendo 16 políticos foram remetidas à Justiça Federal de cinco estados, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao próprio Supremo Tribunal Federal, com pedidos de providência encaminhados pela Procuradoria-Geral da República. OUTRO LADO: Dilma se diz prejudicada por demora na quebra do sigilo A ex-presidente Dilma lamentou o que classificou de “tardia” decisão do STF de acabar com o sigilo dos depoimentos dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

A petista enfrenta processo de cassação da chapa dela e do então candidato a vice-presidente Michel Temer, nas eleições de 2014. Os advogados já apresentaram as alegações finais no processo. De acordo com nota da assessoria de Dilma, há semanas a defesa requereu acesso às delações dos marqueteiros do PT ao ministro relator da ação movida pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, “a fim de apresentar suas alegações finais”.

“A defesa foi prejudicada pela negativa do relator. Não foi possível cotejar os depoimentos prestados pelo casal à Justiça Eleitoral e na Lava Jato”, afirma a equipe da ex-presidente. Segundo os advogados da petista, “as contradições e falsos testemunhos foram vislumbrados, apesar disso, pelo que foi divulgado amplamente pela imprensa, na velha estratégia do vazamento seletivo dos depoimentos, uma rotina nos últimos tempos”.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da ex-presidente reiterou que “João Santana e Mônica Moura prestaram falso testemunho”. A defesa de Dilma já havia afirmado que o casal “mentiu” à Justiça e pede a revogação do benefício da delação premiada de ambos. “Apesar de tudo, a presidente eleita acredita na Justiça e sabe que a verdade virá à tona e será restabelecida”, afirma a assessoria da ex-presidente.



Lula e Dilma sabiam de caixa 2 e atuaram para manter esquema
Autor
Adriano Roberto

Lula e Dilma sabiam de caixa 2 e atuaram para manter esquema

O marqueteiro João Santana, responsável pelas últimas três campanhas presidenciais do PT, afirmou que o ex-presidentes Lula e Dilma sabiam de pagamentos via caixa 2 para despesas de campanha. 

As declarações foram tornadas públicas após o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo da delação do próprio Santana e de sua mulher, a também marqueteira Mônica Moura. 

O assunto está na manchete dos jornais nesta sexta (12). No Estado de S.Paulo: "Lula tinha a ‘palavra final de chefe’, diz João Santana”. No Globo: "Lula dava ‘palavra final’ sobre caixa 2, diz Santana”. Na Folha de S.Paulo: "Lula dava aval para caixa dois, afirma marqueteiro”.



Lula se contradiz sobre relação entre Duque e Vaccari

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro em uma ação da Lava Jato nesta quarta-feira (10), entrou em contradição ao ser questionado se sabia da relação entre o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Lula disse primeiro que não tinha conhecimento da relação dos dois. Depois, ele admitiu que pediu que Vaccari intermediasse um encontro com Duque. Moro chamou a atenção do ex-presidente com relação às declarações. "Salvo equívoco meu, senhor ex-presidente, há pouco eu perguntei se o senhor sabia se eles tinham alguma relação e o senhor falou que não.

Então, o senhor tinha conhecimento que eles tinham alguma relação?", indagou o juiz. "Eu pedi para o Vaccari se ele tinha como trazer o Duque para a reunião e ele disse que tinha. Isso não implica que ele tinha relação, implica que ele podia conhecer", respondeu o ex-presidente. Ainda durante o depoimento, Lula disse que no governo dele a nomeação dos diretores da Petrobras seguia a mesma lógica dos governos anteriores.

O presidente nomeava indicados dos partidos políticos em busca de apoio no Congresso. Mas Lula negou que soubesse de irregularidades. Lula é réu nesta processo e responde por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ele é acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina, de forma dissimulada, da empreiteira OAS.

Em troca, ela seria beneficiada em contratos com a Petrobras. Segundo o MPF, o dinheiro foi destinado ao ex-presidente por meio do apartamento em Guarujá, no litoral de São Paulo, de reformas no imóvel e também com o pagamento da guarda de bens de Lula em um depósito da transportadora Granero.

A Justiça liberou todos os vídeos do depoimento; confira os vídeos do depoimento

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10



Rojões lançados contra acampamento pró-Lula em Curitiba

Na madrugada desta quarta-feira, rojões atingiram o acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao lado da Rodoferroviária de Curitiba. Os fogos atingiram ao menos uma barraca, que ficou em chamas, e feriram um rapaz identificado como Maicon, socorrido e encaminhado a um hospital da região.

Segundo informações da VEJA, os fogos acertaram pelo menos uma barraca, que ficou em chamas, e feriram um rapaz identificado por assentados como Maicon, professor do acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, interior do Paraná. Ele foi socorrido, consciente, a um hospital da região, com queimaduras no braço e no pescoço.

Logo após o ocorrido, um homem com mochila nas costas foi visto escondido sob um viaduto vizinho ao acampamento. Segundo os militantes, ele pode ter disparado os fogos. O homem fugiu em seguida por uma escada no pilar do viaduto e, depois, correu por uma passarela.

Veja o vídeo do momento feito pelos sem terra:

 



As duas justiças dos juízes indicados e dos concursados
Autor
Adriano Roberto

As duas justiças dos juízes indicados e dos concursados

Uma juíza diz em artigo que existem duas justiças no Brasil: A dos juízes indicados por políticos e a dos juízes concursados

Os ministros do STF Gilmar Mendes, Dias Tófolli e Ricardo Levandovisk soltaram Zé Dirceu. Convido meus internautas a ler o texto abaixo, da lavra da juíza Ludmila Lins Grillo, com o qual o País todo concorda plenamente.

"Sempre que o STF profere alguma decisão bizarra, o povo logo se apressa para sentenciar: “a Justiça no Brasil é uma piada”. Nem se passa pela cabeça da galera que os outros juízes – sim, os OUTROS – se contorcem de vergonha com certas decisões da Suprema Corte, e não se sentem nem um pouco representados por ela.

O que muitos juízes sentem é que existem duas Justiças no Brasil. E essas Justiças não se misturam uma com a outra. Uma é a dos juízes por indicação política. A outra é a dos juízes concursados. A Justiça do STF e a Justiça de primeiro grau revelam a existência de duas categorias de juízes que não se misturam. São como água e azeite.

São dois mundos completamente isolados um do outro. Um não tem contato nenhum com o outro e um não se assemelha em nada com o outro. Um, muitas vezes, parece atuar contra o outro. Faz declarações contra o outro. E o outro, por muitas vezes, morre de vergonha do um.

Geralmente, o outro prefere que os “juízes” do STF sejam mesmo chamados de Ministros – para não confundir com os demais, os verdadeiros juízes. A atual composição do STF revela que, dentre os 11 Ministros (sim, M-I-N-I-S-T-R-O-S!), apenas dois são magistrados de carreira: Rosa Weber e Luiz Fux.

Ou seja: nove deles não têm a mais vaga ideia do que é gerir uma unidade judiciária a quilômetros de distância de sua família, em cidades pequenas de interior, com falta de mão-de-obra e de infra-estrutura, com uma demanda acachapante e praticamente inadministrável.

Julgam grandes causas – as mais importantes do Brasil – sem terem nunca sequer julgado um inventariozinho da dona Maria que morreu. Nem uma pensão alimentícia simplória. Nem uma medida para um menor infrator, nem um remédio para um doente, nem uma internação para um idoso, nem uma autorização para menor em eventos e viagens, nem uma partilhazinha de bens, nem uma aposentadoriazinha rural. Nada. NADA.

Certamente não fazem a menor ideia de como é visitar a casa humilde da senhorinha acamada que não se mexe, para propiciar-lhe a interdição. Nem imaginam como é desgastante a visita periódica ao presídio – e o percorrer por entre as celas. Nem sonham com as correições nos cartórios extrajudiciais.

Nem supõem o que seja passar um dia inteiro ouvindo testemunhas e interrogando réus. Nunca presidiram uma sessão do Tribunal do Júri. Não conhecem as agruras, as dificuldades do interior. Não conhecem nada do que é ser juiz de primeiro grau. Nada. Do alto de seus carros com motorista pagos com dinheiro público, não devem fazer a menor ideia de que ser juiz de verdade é não ter motorista nenhum.

Ser juiz é andar com seu próprio carro – por sua conta e risco – nas estradas de terra do interior do Brasil . Talvez os Ministros nem saibam o que é uma estrada de terra – ou nem se lembrem mais o que é isso. Às vezes, nem a gasolina ganhamos, tirando muitas vezes do nosso próprio bolso para sustentar o Estado, sem saber se um dia seremos reembolsados - muitas vezes não somos.

Será que os juízes, digo, Ministros do STF sabem o que é passar por isso? Por que será que os réus lutam tanto para serem julgados pelo STF (o famoso “foro privilegiado") – fugindo dos juízes de primeiro grau como o diabo foge da cruz? Por que será que eles preferem ser julgados pelos “juízes” indicados politicamente, e não pelos juízes concursados?

É por essas e outras que, sem constrangimento algum, rogo-lhes: não me coloquem no mesmo balaio do STF. Faço parte da outra Justiça: a de VERDADE.''

 



Apple pode comprar a Netflix, apontam analistas
Autor
Adriano Roberto

Apple pode comprar a Netflix, apontam analistas

 

A Apple está sentada em uma pilha gigante de dinheiro; mais especificamente, US$ 250 bilhões. É uma quantia que está parada e que pode ser investida a qualquer momento, gerando especulações sobre o que a Apple poderia comprar com essa fortuna. E a bola da vez é a Netflix.

O Citigroup, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, criou uma lista de empresas que têm chances de passarem por uma aquisição para se juntar à Apple. São sete companhias gigantes que poderiam ser adquiridas.

A maior aposta é realmente a Netflix. Na visão do Citi, as chances de a empresa de streaming de vídeo e produção de conteúdo ser comprada chegam a 40%. Atualmente, o valor de mercado da companhia é de US$ 68 bilhões, o que forçaria a Apple a pagar uma boa parte do valor que tem em caixa se realmente quisesse tirar essa ideia do papel.



O PT se prepara para a guerra

O presidente do PT, Rui Falcão, prometeu arrebentar o Brasil caso Lula seja condenado pela Lava Jato. Leia um trecho de seu discurso, reproduzido pelo UOL: “Que no dia 10 eles saibam muito bem: se quiserem condenar o Lula, se quiserem continuar com essa campanha, haverá resistência no país inteiro (…).

Nessa resistência, não estarão apenas os militantes do PT. Estarão as lideranças do movimento popular, os sem-terra, os sem-teto, os líderes sindicais, a CUT, outras centrais, os partidos de esquerda — como o PCdo B—, irmanados para garantir a democracia no Brasil”.

E depois: “Nós fomos golpeados no impeachment e a nossa capacidade de reação foi pequena, porque nós não estávamos preparados para o golpe. Agora, nós temos que ter consciência de que há um outro golpe em curso. E esse nós temos que barrar. E se barra o golpe é com mobilização, com luta, com capacidade de enfrentamento. E isso a militância do PT nunca se recusou a fazer”.



Empetur seleciona de atendentes para 30 vagas em PE

A Empresa de Turismo de Pernambuco (EMPETUR) vai abrir no dia 08 de maio de 2017, as inscrições para o Processo Seletivo que visa contratar 30 Atendentes Bilíngues de Informações Turísticas.

Os profissionais vão atuar em jornada de 36 horas semanais, no município de Petrolina e na Região Metropolitana de Recife e farão jus à salário de R$ 2.018,37 mensal.

As oportunidades são para profissionais das áreas de turismo, hotelaria, história, geografia, relações públicas ou letras, o que deverá ser comprovado na Avaliação Curricular de caráter classificatório e eliminatório, tida como a maneira de avaliação na seleção.

Os interessados devem fazer a inscrição presencialmente até o dia 22 de maio de 2017, na sede do órgão, localizada na Avenida Professor Andrade Bezerra, s/nº, Salgadinho, Olinda. O horário de atendimento é das 9h às 12h e das 14h às 16h, ou via postal para o mesmo endereço respeitando e data.

Este Processo Seletivo terá validade de dois anos, improrrogáveis, conforme o edital disponibilizado em nosso site.



Jornalista que teria chantageado Marco Feliciano virá ré
Autor
Adriano Roberto

Jornalista que teria chantageado Marco Feliciano virá ré

A jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis, de 23 anos, se tornou ré no processo no qual é acusada de mentir e extorquir dinheiro de Talma de Oliveira Bauer, de 65 anos, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
 
O Ministério Público (MP) acusou Patrícia de denunciação caluniosa e extorsão contra Bauer. A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia e marcou para maio o interrogatório da jornalista.
 
De acordo com o G1, a 1ª Promotoria Criminal considera que Patrícia mentiu à Polícia Civil em 2016 ao dizer que foi sequestrada e mantida em cárcere privado pelo assessor do deputado num hotel na capital paulista. Bauer chegou a ser preso.
 
Além disso, Patrícia foi acusada de extorquir Bauer para gravar vídeos em São Paulo desmentindo a acusação de tentativa de assédio sexual que ela fez contra Feliciano, no ano passado, em Brasília. Segundo o assessor, foram pagos R$ 20 mil a um amigo da jornalista.
 
Feliciano foi acusado de estupro por Patrícia, e o caso passou para a polícia do Distrito Federal, já que o parlamentar tem foro privilegiado.
 
A publicação recorda que a Polícia Civil já havia indiciado Patrícia pelos crimes em setembro e pedido a prisão preventiva da jovem. Mas ela não chegou a ser presa. A jornalista chegoua pedir para anular o inquérito policial mas o pedido não foi aceito.

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