Blog do Adriano Roberto


Maia defende votação presencial na eleição para a presidência da Câmara
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Adriano Roberto

Maia defende votação presencial na eleição para a presidência da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara seja presencial, mas admitiu que pode ser adotado um sistema híbrido de votação para atender os parlamentares que se encontram no grupo de risco, que votariam remotamente. Em entrevista concedida após reunião da Mesa, ele também defendeu que a votação ocorra no dia 2 de fevereiro, no dia seguinte à formação dos blocos parlamentares.

Maia explicou que a Mesa vai se reunir novamente no dia 18 de janeiro para decidir as regras eleitorais, incluindo a data da votação. Ele indicou o 2º secretário, deputado Mário Heringer (PDT-MG), para relatar essas propostas.

Segundo o presidente, na eleição da Câmara, as urnas serão espalhadas pelo salão verde, pelo salão nobre e pelo Plenário. "Ninguém vai ficar contra a votação presencial. Defendemos e queremos que os deputados estejam em Brasília, mas acho que devemos consultar médicos e especialistas. Parece que nessa segunda onda há uma letalidade maior", disse o presidente.

Deputados do PSL
Rodrigo Maia também indicou Heringer para relatar o pedido do deputado Vitor Hugo (PSL-GO), que contesta a decisão da cúpula do PSL de suspender os 32 deputados que assinaram apoio ao deputado Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Casa. O partido apoia Baleia Rossi (MDB-SP). Maia explicou que inadmitiu o parecer do procurador da Câmara, deputado Luis Tibé (Avante-MG), favorável aos dissidentes do partido. Segundo Maia, o procurador não tem atribuição para elaborar parecer que não tenha sido pedido pela presidência.

O presidente afirmou que, mesmo tendo inadmitido o parecer do procurador, a Mesa vai analisar o pedido de Vitor Hugo. Para Maia, o assunto permite a abertura de uma discussão sobre a democratização das cúpulas partidárias. Ele afirmou que a Lei dos Partidos Políticos transfere muito poder às direções partidárias, e a situação do PSL é uma oportunidade para discutir uma reforma política. "Para que possa trazer um aumento de participação mais rápida das mulheres e dos negros e que, de fato, a gente possa construir uma lei que democratize as instâncias partidárias", ponderou.

Voto aberto

Maia também afirmou que, se os candidatos quiserem, o voto para a eleição da presidência da Câmara pode ser aberto. Segundo ele, o voto deve ser fechado, seguindo o regimento, mas, como muitos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro defendem o voto impresso e a transparência no processo eleitoral, a transparência total seria a votação aberta.

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Por pandemia, Justiça Federal suspende Enem no Amazonas
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Adriano Roberto

Por pandemia, Justiça Federal suspende Enem no Amazonas

A Justiça Federal suspendeu na noite de ontem (13) a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no estado do Amazonas, em função do avanço da pandemia de covid-19. O primeiro dia de provas estava marcado para o próximo domingo (17), e o segundo dia para 24 de janeiro.

Pela decisão liminar (provisória) do juiz Ricardo Augusto de Sales, da 3ª Vara Federal Cível do Amazonas, a realização do Enem no Amazonas deve ficar suspensa enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo governo estadual. Na semana passada, o governador Wilson Lima, publicou decreto que estende o estado de calamidade por mais 180 dias. 

O magistrado atendeu a um pedido de liminar feito deputado Marcelo Ramos (PL-AM) e pelo vereador Amom Mandel (Podemos, de Manaus). Ambos destacaram números da covid-19 e afirmaram que o estado se encontra na pior fase já registrada da pandemia, com elevado risco de contágio para os participantes do Enem.

“Destaco que, aparentemente, malfere o princípio da moralidade administrativa se impor aos estudantes e profissionais responsáveis pela aplicação do Enem que se submetam a potenciais riscos de contaminação pelo covid-19, numa situação na qual o Poder Público não dispõe de estrutura hospitalar sanitária para dar o socorro médico devido àqueles que eventualmente necessitarem”, escreveu o juiz em sua decisão.

Desde o fim do ano passado, o Amazonas vive um avanço nos números da doença e está com mais de 90% dos leitos clínicos e de UTI ocupados no estado, tanto na rede pública como na privada. De acordo com dados do governo estadual, foram confirmados 1.958 novas contaminações e 27 mortes nas últimas 24 horas, totalizando 218.070 contaminados e 5.810 mortos no estado desde o início da pandemia.

A Agência Brasil entrou em contato com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pela realização do Enem, para comentar a decisão e aguarda retorno. A  Advocacia-Geral da União disse não comentar o processo em curso.

Suspensão nacional

Na terça-feira (12), a Justiça Federal de São Paulo negou um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar a realização do Enem em todo o território nacional.

Na decisão, contudo, a juíza federal Marisa Claudia Gonçalves Cucio ressalvou que a imposição de medidas de isolamento mais severas por autoridades sanitárias locais e regionais seria um impedimento para a realização da prova. Nesses casos, “ficará o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira obrigado à reaplicação do exame diante da situação específica”, ordenou a magistrada.

De acordo com dados do Inep, há 5,78 milhões de inscritos para realizar as provas presenciais do Enem em todo o Brasil.



Anvisa deve aprovar vacinas domingo e cargueiro parte para buscar doses de Oxford
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Adriano Roberto

Anvisa deve aprovar vacinas domingo e cargueiro parte para buscar doses de Oxford

Um avião cargueiro decola ainda nesta quinta-feira (14) de Guarulhos (SP) para buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford na Índia. A previsão de retorno da aeronave com os imunizantes é para o próximo sábado (16). 

Em 2 janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um pedido da Fiocruz para a importação do imunizante.

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro enviou ao primeiro-ministro da Índia Narendra Modi, uma carta pedindo a antecipação "com urgência" do fornecimento de dois milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus. 

A vacina, uma das principais apostas do governo brasileiro, é produzida pelo laboratório indiano Serum Institute, mas foi desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca.

De acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Manaus (AM) terá prioridade na vacinação - devido ao alto número de mortes - com distribuição simultânea, de acordo com o tamanho da população, para todos os estados.



Coluna do Adriano Roberto de quinta, 14/01/2021
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Adriano Roberto

Coluna do Adriano Roberto de quinta, 14/01/2021

Os nomes que já estão se compondo para 2022 em Pernambuco

Com a possibilidade do rompimento entre PT e PSB em Pernambuco e o lançamento do nome do senador petista, Humberto Costa, como possível candidato ao Governo do Estado, já temos pelo menos cinco nomes ventilados como aspirantes à cadeira do Palácio do Campo das Princesas nas eleições de 22. São Eles: Geraldo Júlio, Miguel Coelho, Raquel Lyra, Humberto e Gilson Machado.

Geraldo, todos sabem que desde quando elegeu João Campos para a prefeitura do Recife foi alçado pelo militância socialista aos quatro cantos, com direito a cards amplamente divulgados nas redes sociais. Conta como carta marcada do núcleo duro do PSB. Já Miguel Coelho, apesar de reeleito e fazendo uma grande gestão em Petrolina, não tem uma coletânea de votos comprovados pela Região Metropolitana do Recife. Além disso, não seria o candidato da preferência de Bolsonaro aqui, já que Gilson Machado deverá ser essa opção.

Gilson está com a faca e queijo na mão, na frente de um ministério importante como o Turismo, para se tornar o candidato bolsonaristas em Pernambuco. Diferente da eleição passada, quando tentou uma vaga para o senado e foi banido pela cúpula do PSL, agora ele pode compor um grupo forte que já conta com políticos de mandato nas câmaras municipais e até na Assembleia Legislativa.

Raquel Lyra está muito empenhada em construir uma candidatura que sairia de Caruaru muito forte para ganhar o Estado e se viabilizar com o nome forte do PSDB. Tem pujança e pode surpreender pelo fato de ser mulher, seria a primeira a governar Pernambuco. E por fim o próprio Humberto que pode, mais uma vez dividir o PT ou já despachar do partido, antes do processo eleitoral, os militantes que tem mais simpatia pela deputada Marília Arraes. Lembrando que nesta lista ainda podem surgir outros nomes, como o do prefeito Anderson Ferreira por exemplo.

Cargos do PTCom o nome de Humberto sendo cogitado e o rompimento dos trabalhadores com os socialistas, quando é que o Governador vai fazer a tal reforma nos cargos ocupados pelo PT? Atualmente, o partido ocupa a secretaria de Desenvolvimento Agrário do Governo do Estado, com Dilson Peixoto e outros espaços menores.

Expulso do PSL – O deputado Carlos Jordy, do RJ divulgou nas redes sociais que foi expulso do PSL por Luciano Bivar. “Acabo de receber a representação pela minha expulsão do PSL. Motivo: apoiar candidatos q não eram do PSL nas eleições municipais. Destacam Allan Lyra (PTC) em Niterói e Capitão Nelson (Avante) em São Gonçalo. Detalhe: apoiei Capitão Nelson apenas no 2o turno contra o PT. Burros! Já estou negociando a troca de partido com duas legendas.”

Marília acenou pra Raquel – Em entrevista à Rádio Liberdade, na manhã de ontem (13), a deputada Marília Arraes cogitou apoiar uma possível candidatura da prefeita tucana de Caruaru: “Pode ser que Caruaru tenha uma governadora em 2022. Vamos ver o que acontece.” Claro que o recado foi direto para Humberto, mas muita agua pode rolar debaixo desta ponte.

Cara de pau – A deputada paulista Janaina Pascoal reputa o prefeito manauara, Arthur Virgílio, como um dos políticos mais cara de pau da atualidade. Nas redes sociais ela indaga: “Gostaria que o Prefeito de Manaus revelasse quais medicamentos tomou, quando veio se tratar em São Paulo! Muito fácil falar ser contrário a medicar, bradar por uma vacina que ainda está sob análise! O povo de Manaus tem o direito de saber como ele se curou!?”.

Clisertão no distrito de Rajada – Agendado para acontecer de forma presencial no próximo mês de setembro em função da pandemia do Covid - 19, o 5º Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura no Sertão, o Clisertão, está oferecendo uma programação virtual com atrações agendadas até o final de fevereiro que vem. As ações on-line, desde dezembro passado, estão mobilizando principalmente os moradores do distrito de Rajada, município de Petrolina-PE

Quem responderá – Porque os secretários do governo de PE que participam das coletivas sobre a Covid-19 são tão arrogantes?



Conheça os critérios de correção da redação do Enem
Autor
Adriano Roberto

Conheça os critérios de correção da redação do Enem

No domingo (17), milhões de estudantes de todo o país farão a primeira prova da edição impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Além de responder às questões objetivas de linguagens e ciências humanas, os participantes farão a prova de redação, a única parte subjetiva do exame. Com critérios específicos de correção, a redação pode ser o diferencial na nota dos estudantes. 

“A primeira coisa é que a prova não vai ter grandes mudanças na redação”, diz o professor e fundador do Laboratório de Redação, Adriano Chan. Na prova, os estudantes devem, a partir do tema proposto e dos textos motivadores - que não podem ser copiados - escrever um texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo. Os participantes devem defender uma tese, ou seja, uma opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes. Devem também elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto. 

“É um equívoco o aluno acreditar que precisa saber bem do tema. Tem que saber ler bem o que está na proposta, identificar os desafios que estão na proposta em relação ao tema principal. Isso é muito importante. Não é achar qualquer problema, mas um problema dentro do universo proposto e relacionar esse desafio com o conteúdo adquirido e aprendido”, afirma Chan. 

“A estrutura não muda, o que vai alterar é a argumentação que o estudante vai ter que construir em função do tema. Eu acredito que quando o aluno conhece bem a estrutura da redação, o tema que vier ele vai conseguir fazer”, diz a professora Tatiana Nunes Câmara, de língua portuguesa e produção textual do Colégio Mopi.   

Para os professores, os estudantes devem, na reta final para a aplicação do exame, treinar a escrita, em papel, como será feito no dia da prova, usando máscara de proteção facial, item obrigatório este ano por causa da pandemia do novo coronavírus. “[Com as aulas sendo realizadas de forma remota], geralmente o estudante tem de entregar a redação digitada e não está treinando a questão do exercício motor de escrever a redação. É importante que o aluno faça o treino da escrita no papel, até para que não seja pego de surpresa em relação ao tempo”. 

“Escrever de máscara é diferente. Recomendo treinar a redação de máscara, contando o tempo”, acrescenta Tatiana. “Seria interessante agora revistar as redações que fizeram e foram corrigidas pelos professores, para que possam dar uma olhada na estrutura e nas orientações. Acho que também vale a pena observar temas que as pessoas têm falado ou assuntos que estão mais em voga, fazer uma espécie de retomada desses enfoques temáticos”, sugere. 

Correção 

Para ajudar no preparo para a prova, os estudantes podem acessar a cartilha da redação do Enem 2020, divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na cartilha, estão detalhados os critérios de correção da redação e como é feita essa correção. Estão disponíveis também exemplos de redação que tiraram a nota máxima, nota 1 mil, na edição do Enem de 2019. 

Este ano, o Inep divulgou também, de forma inédita, as apostilas de capacitação dos corretores de redação, elaboradas para a edição de 2019. Assim, é possível saber o que os corretores levam em consideração na hora de atribuir notas às provas.

As redações do Enem são avaliadas em cinco competências, cada uma vale 200 pontos: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Cada prova passa por dois corretores. Caso haja uma diferença de mais de 100 pontos em relação à nota total da prova ou de mais de 80 pontos em relação a alguma das competências, o texto passa, então, por um terceiro corretor. Se a diferença persistir, a prova é avaliada por uma banca composta por três professores, que atribuirá a nota final do participante.

Motivos para nota zero 

Para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior, é necessário não ter tirado zero na redação. A redação receberá nota zero se apresentar uma das características a seguir:

• fuga total ao tema;

• não obediência ao tipo dissertativo-argumentativo;

• extensão de até sete linhas manuscritas, qualquer que seja o conteúdo, ou extensão de até dez linhas escritas no sistema Braille;

• cópia de texto(s) da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões sem que haja pelo menos oito linhas de produção própria do participante;

• impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, em qualquer parte da folha de redação;

• números ou sinais gráficos sem função clara em qualquer parte do texto ou da folha de redação;

• parte deliberadamente desconectada do tema proposto;

• assinatura, nome, iniciais, apelido, codinome ou rubrica fora do local devidamente designado para a assinatura do participante;

• texto predominante ou integralmente escrito em língua estrangeira;

• folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho; e

• texto ilegível, que impossibilite sua leitura por dois avaliadores independentes.

Veja os temas das redações de anos anteriores: 

Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011:  Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013:  Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil - Neste ano houve duas aplicações regulares do exame.

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enem 2019: Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enem 2020

Ao todo, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos no exame. O Enem 2020 terá uma versão impressa, nos dias 17 e 24 de janeiro, e uma digital, realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

As medidas de segurança adotadas em relação à pandemia do novo coronavírus serão as mesmas tanto no Enem impresso quanto no digital. Haverá, por exemplo, um número reduzido de estudantes por sala, para garantir o distanciamento entre os participantes. Durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

Quem for diagnosticado com covid-19, ou apresentar sintomas dessa ou de outras doenças infectocontagiosas até a data do exame, não deverá comparecer ao local de prova e sim entrar em contato com o Inep pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, e terá direito a fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro.



TRE tira dúvidas sobre processo para justificar ausência de voto nas eleições em Pernambuco
Autor
Adriano Roberto

TRE tira dúvidas sobre processo para justificar ausência de voto nas eleições em Pernambuco

Do G1PE - Termina na quinta-feira (14) o prazo para a justificativa do voto das pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições municipais 2020. Para o segundo turno, o limite é 28 de janeiro. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), quem não justificar deve pagar multa (veja vídeo acima).

Não justificar pode acarretar restrições, explicou o diretor-geral do TRE-PE, Orson Lemos, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta terça-feira (12).

"O mais tradicional [empecilho para quem não justifica] é para viagem. As pessoas vão querer tirar passaporte e não vão conseguir. E nomeações, porque ao virar o ano muitas pessoas foram nomeadas pelos vereadores e prefeitos, ou qualquer cargo público, ou até em emprego comum", afirmou Lemos.

Cidadãos com a situação eleitoral irregular também são impedidos de obter carteira de identidade, participar de concorrência pública ou administrativa da união, fazer a inscrição em concursos ou cargos públicos, renovar a matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, praticar qualquer ato para o qual se exija a quitação do serviço militar ou imposto de renda, entre outros.

De acordo com o diretor-geral, é possível justificar o voto com documentos como atestado médico, declaração do trabalho, tíquete de viagem ou comprovante de hotel. "Nós não estamos atendendo a nenhum eleitor presencialmente, ele tem que entrar no site para fazer a justificativa e anexar um dos comprovante e a sua alegação", explicou.

Além da opção do site do TRE-PE, também é possível justificar o voto pelo aplicativo de smartphone e-Título, disponível para os sistemas operacionais iOS e Android. "Também tem lá, entre os serviços, a justificativa. É muito rápido, mas é necessário também juntar o comprovante", afirmou Lemos.

Segundo Lemos, os eleitores que deixaram de votar devido à insegurança em relação às possíveis aglomerações ou porque não quiseram votar, devem optar pelo pagamento da multa.

"O voto no Brasil é obrigatório. Se no dia ele [eleitor] não justificou e não tem hoje nenhum comprovante, a melhor saída é pagar a multa eleitoral. Cada pleito custa R$3,50", declarou.

Para pagar a multa é necessário entrar no site do TRE-PE ou no aplicativo e-Título e solicitar a emissão de uma Guia de Recolhimento da União (GRU). Após o pagamento, é preciso anexar o documento no site ou aplicativo e em 48 horas, de acordo com Lemos, o certificado de quitação eleitoral deve ficar disponível.



 Saúde de Igarassu finaliza plano de vacinação contra à Covid 19
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Adriano Roberto

Saúde de Igarassu finaliza plano de vacinação contra à Covid 19

A prefeita professora Elcione (PTB) promoveu nesta segunda-feira (11) a primeira reunião do grupo da Saúde para imunização contra a Covid 19 em Igarassu. A gestora recebeu, em seu gabinete, o secretário municipal de Saúde, Igor Morais e a equipe da pasta que está à frente do plano de imunização da cidade.

A logística está pronta para distribuição e armazenamento, além da aplicação das doses, assim que o Ministério da Saúde liberar a vacina e o governo estadual repassá-la para o município. De acordo com o titular da pasta da Saúde no município, Igor Morais, todo o esquema preparado vai obedecer critérios prioritários que indicam para o local da imunização,  espaços abertos e que atendam os protocolos sanitários. 

“Os primeiros grupos a receber imunização serão profissionais da Saúde, idosos acima de 75 anos, idosos em instituição de longa permanência e quilombolas”, destacou o secretário.

A prefeita reforçou que o plano de imunização está devidamente preparado com um planejamento estratégico para atender, em princípio, o grupo de prioridade. “ Estamos no aguardo dos órgãos responsáveis para distribuir a vacina de forma eficaz e de maneira mais rápida possível. Continuamos com nossa orientação de seguir as medidas de saúde e científicas para salvar vidas”, frisou a professora Elcione.



Após 83 dias de luta pela vida, prefeito Maguito Vilela morre vítima de covid-19
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Adriano Roberto

Após 83 dias de luta pela vida, prefeito Maguito Vilela morre vítima de covid-19

O prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), morreu na madrugada nesta quarta-feira (13), a onze dias de completar 72 anos de idade. A morte encerra uma luta contra a covid-19 que começou há 83 dias. Maguito deixa a esposa, Flávia, quatro filhos (entre eles Daniel Vilela), quatro netos e 1,5 milhão de goianienses órfãos. O sepultamento acontecerá em Jataí, sua terra natal.

Maguito lutava contra a sua segunda infecção pulmonar, detectada em sete de janeiro – há seis dias, portanto. A notícia de que o paciente havia sido acometido por bactérias no pulmão jogou um balde de água fria em todos que torciam pela sua recuperação, já que antes dela Maguito estava lúcido, assistia a filmes e jogos de futebol no seu quarto, falava com o suporte de uma válvula (que tampava o orifício aberto em sua traqueia para ventilação mecânica) e recebia visita dos netos.

O boletim médico desta terça trouxe, pela primeira vez, o adjetivo “grave” para falar da infecção contra a qual o prefeito lutava. Disse, também pela primeira vez, que Maguito estava sob efeito de “altas doses” de remédio.

O prefeito foi diagnosticado com a Covid-19 no dia 20 de outubro do ano passado. No dia 22, foi internado no hospital Órion, em Goiânia; e, no dia 27, foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, local onde faleceu. O médico pneumologista e genro Marcelo Rabahi o acompanhou em todo o calvário.

Maguito foi um dos políticos mais longevos de Goiás, além de dono de uma das trajetórias mais bem-sucedidas. Foi vereador, deputado estadual e federal, prefeito, senador, vice-governador e governador. Lançou-se candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB algumas semanas depois que o prefeito Iris Rezende (MDB) anunciou a aposentadoria, em 25 de agosto. Foi eleito em segundo turno, com 52,52% dos votos válidos. Quem governará a cidade pelos próximos quatro anos será o vice de Maguito, Rogério Cruz (Republicanos).

Carreira de vitórias na política

Maguito, cujo nome de batismo era Luiz Alberto, nasceu em 1949, na cidade de Jataí. Elegeu-se deputado vereador na cidade natal em 1976, quando ainda era conhecido como o “Maguito” jogador de futebol do Jataiense. O apelido pegou. Em 1982, foi eleito deputado estadual e já era líder do então governador Iris Rezende na Assembleia Legislativa.

Quatro anos depois se tornou deputado federal, participando de forma ativa da elaboração da Constituição Federal em 1988, nossa lei maior. À época, foi vice-líder do MDB na Câmara e, em 1990, se tornou vice-governador de Goiás ao lado de Iris.



Coluna do Adriano Roberto de quarta, 13/01/2021
Autor
Adriano Roberto

Coluna do Adriano Roberto de quarta, 13/01/2021

O fim das barganhas políticas com as forças armadas nos estados

Enquanto o Congresso se prepara para votar dois projetos de lei orgânica das polícias civil e militar que restringem o poder de governadores sobre braços armados dos Estados, políticos e asseclas aliados dos governadores já começam a gritar contra a proposta criando a velha narrativa de apelação, em cima do presidente Bolsonaro e da bancada do Planalto, para que os projetos morram na praia. As propostas trazem mudanças na estrutura das polícias, como a criação, na PM, da patente de general, hoje exclusiva das Forças Armadas, e a constituição de um Conselho Nacional de Polícia Civil ligado à União.

A narrativa contrária é de que o presidente quer as forças armadas federais e estaduais mais próximas dele para que facilite um possível golpe de perpetuação no poder. A grita dos governadores através dos seus aliados no Congresso só nos leva a pensar no poder de barganha que perderiam com o fim do atual sistema de gestão das PMs e da civil, mas principalmente na área militar, onde existe a ação forte de governadores e políticos aliados para indicar o comando e graduar oficiais na corporação da Polícia Militar.

Os projetos limitam o controle político dos governadores ao prever mandato de dois anos para os comandantes-gerais e delegados-gerais, e impor condições para que eles sejam exonerados antes do prazo. No caso da Polícia Militar, a sugestão é para que a nomeação do comandante saia de uma lista tríplice indicada pelos oficiais. O texto também prevê que a destituição, por iniciativa do governador, seja “justificada e por motivo relevante devidamente comprovado”.

Na Polícia Civil também, a chamada dispensa “fundamentada”, precisa ser ratificada pela Assembleia Legislativa em votação por maioria absoluta dos parlamentares. Isso impediria, por exemplo, a polêmica demissão do presidente do Sinpol-PE, Áureo Cisneiros feita monocraticamente pelo governador Paulo Câmara.

Autonomia bem vindaPara os policiais esses mecanismos são vistos nas polícias como forma de defesa das corporações contra ingerência e perseguição política. Para os políticos, no entanto, o excesso de autonomia administrativa e financeira - e até funcional, como proposto para as PMs - pode criar um projeto de poder paralelo. A avaliação é que, dessa forma, os governadores se tornam “reféns” dos comandantes.

Amiguinhos coronéis – Eu mesmo já acompanhei por várias vezes a graduação de amigos de políticos incompetentes e a eliminação dos “não puxa-saco” em detrimento da alta competência do oficial. Esse esquema de dependência do poder do governador só deixa os policiais cada vês mais reféns dos políticos e não ajudam em nada na segurança da população que quer uma polícia independente e competente.

Sonho presidencial – O presidente Bolsonaro está mostrando um grande otimismo com a votação da presidência da Câmara. A todos, ele diz que está muito confiante na vitória do progressista, Arthur Lira. Mas o cochicho nos eventos do andar térreo no Planalto é de que primeiro, o presidente tem que esperar ganhar, para depois ver se não virá uma nova traição novamente, como aconteceu com Rodrigo Maia.

Sucesso total do Inclusão – Uma grande sacada o projeto Inclusão lançado pelo professor e cientista da UFPE, Antonio Carlos Xavier, em parceria com o nosso Ponto de Vista, na Agência PE de Rádio. O projeto tem como especialidade aumentar o IDEB e qualificar professores da rede municipal de educação. O Inclusão será oferecido também como projeto educacional para escolas particulares e aos prefeitos e secretários de educação dos municípios. Se liga aí prefeito.

Brasil é quintal da Europa – O presidente da França, Emmanuel Macron está fazendo campanha contra a soja brasileira - que é campeã do agro-negócio mundial – para seus colegas presidentes e primeiro ministros da União Europeia. Diz ele “Continuar a depender da soja brasileira seria endossar o desmatamento da Amazônia. Somos consistentes com as nossas ambições ecológicas, lutamos para produzir soja na Europa!" Eu conto, ou você conta, pra ele que o Brasil é o quintal da agropecuária europeia e asiática?

Quem responderá – Quem são os políticos asseclas que vão gritar a favor dos governadores e contra os policiais?



Manifestantes promovem ato contra  a demissão de Áureo Cisneiros
Autor
Adriano Roberto

Manifestantes promovem ato contra a demissão de Áureo Cisneiros

Estiveram presentes no ato, diversas figuras políticas importantes, dentre elas, Marília Arraes (Deputada Federal- PT), Juntas (Co-deputadas Estaduais - PSOL), João Arnado Novaes (Advogado e Militante Social), Paulo Rubem Santiago (Professor Acadêmico e Militante Social), Dani Portela (Vereadora do Recife - PSOL), Liana Cirne (Vereadora do Recife - PT) e Michel Zaidan (Professor e Militante Social), além de todas as centrais sindicais e sindicatos, movimentos e organizações sociais que também fortaleceram o ato com sua presença.

A Deputada Federal Marília Arraes (PT) afirmou que "É importante que consigamos dar uma visibilidade nacional à demissão de Áureo Cisneiros, pois o PSB é um partido que se coloca como vestal do socialismo, da esquerda, da moralidade e que há muito tempo que o 'S' de PSB de socialista não tem nada. E mesmo que eles tentem nos calar, nos persigam, comprem eleição e disputem com Fake News, não iremos descansar, por que no dia que isso acontecer, entregaremos pra eles a escritura do estado de Pernambuco e essa escritura eles não vão ter não!"

Para Dani Portela, Vereadora (PSOL) "O que está acontecendo agora, tem Nome e CPF e é o de Áureo Cisneiros, que hoje não só se representa, ele representa uma categoria organizada em um sindicato, uma pessoa que coloca sua luta por anos em nome dos Policiais Civis e que por isso teve que lutar contra o PSB, que retira e suprime direitos da classe trabalhadora. Um ataque à Áureo é um ataque as trabalhadoras e trabalhadores do estado de Pernambuco."

João Arnaldo Novaes, Advogado e Militante Social afirmou que "Essa demissão é um ataque à todas as lideranças sindicais e à todos e todas que pensam contrário desse governo que se apossou do que é público."

Para Liana Cirne "a simbologia maior do ato está em você, Áureo, um servidor público que vem sofrendo perseguição política que só vimos nos tempos da ditadura militar. E é a partir desses atos que o governo quer que todos os trabalhadores sintam medo e se sintam ameaçados."

As Co-deputadas Estaduais Juntas (PSOL) afirmaram que "A gente sabe que essa demissão tem cunho político e por isso é muito importante que a gente mostre a nossa força e que somos contra as atrocidades desse governo que se diz oposição de Bolsonaro, mas que na verdade tem as mesmas práticas fascistas."

Para Áureo Cisneiros "esse não foi um ato apenas na defesa do meu emprego, é pela liberdade sindical, pela nossa democracia, por todos e todas nós e por isso não vamos parar de lutar, só está começando agora, por isso é importante que possamos nos unir para ir à luta contra os atos ditatoriais praticados pelo governo do PSB."

Também foi convocado um próximo ato que está sendo organizado pelo Sinpol-PE (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) que será no dia 18/01 às 10h.



Até hoje, terça dia 12, o mundo todo vacinou menos que a população da Região Nordeste
Autor
Adriano Roberto

Até hoje, terça dia 12, o mundo todo vacinou menos que a população da Região Nordeste

Enquanto o Brasil usa politicamente um assunto tão importante como a vacinação contra a COVID 19, o mundo toma todas as precalções para vacinar com cuidado e lentamente a população que, na verdade, está servindo de cobaia da vacina. A cobrança da imprensa suja e dos políticos aproveitadores é de que o Governo Bolsonaro já deveria ter vacinado os 200 milhões de brasileiros, mas não é isso que acontece em todo mundo. 

O levantamento do Our World in Data, site oficial da contagem de vacinações feitas no planeta, aponta que até hoje, dia 12 de janeiro, foram vacinadas 32 milhões de pessoas. Isso é quase a metade da população da Região Nordeste do Brasil que é de 57 milhões de habitantes (segundo IBGE de 2020). O Our World não leva em consideração as aplicações feitas durante testes clínicos, como os que foram feitos com a Coronavac e a vacina de Oxford no Brasil. Os imunizantes que necessitam de duas doses são contabilizados apenas uma vez.

Interativo, o site permite visualizar os dados de diferentes formas, como mapas, gráficos e tabelas. Também é possível filtrar os resultados por localidade (países e continentes) e intervalo de tempo. Ele mostra quais vacinas estão sendo administradas, bem como a política de imunização de cada local. O lado negativo é que a plataforma é toda em inglês – mas nada que o Google Tradutor não resolva. Para acessar clique aqui



Ministério pede avanço de reformas para manter fábricas no país
Autor
Adriano Roberto

Ministério pede avanço de reformas para manter fábricas no país

A melhoria do ambiente de negócios e o avanço das reformas estruturais são necessários para reduzir o custo de manter empresas no país, informou hoje (11) o Ministério da Economia. Em nota, a pasta lamentou a decisão da montadora Ford de encerrar a produção no Brasil e destacou que a saída do país contrasta com a recuperação na indústria nos últimos meses.

“O Ministério da Economia lamenta a decisão global e estratégica da Ford de encerrar a produção no Brasil. A decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país, muitos já registrando resultados superiores ao período pré-crise”, divulgou a pasta esta noite em comunicado.

Segundo a equipe econômica, o governo tem promovido ações para reduzir o custo de manter negócios no país. No entanto, a pasta pediu a aprovação de reformas que modernizem a economia brasileira. “O ministério trabalha intensamente na redução do custo Brasil com iniciativas que já promoveram avanços importantes. Isto reforça a necessidade de rápida implementação das medidas de melhoria do ambiente de negócios e de avançar nas reformas estruturais”, concluiu o texto.

Repercussões

Entidades do setor produtivo também destacaram a necessidade da aprovação de reformas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou, em nota, que a reforma tributária deve ser a prioridade para reduzir o principal entrave à competitividade do setor industrial brasileiro.

“O Brasil tem que lutar para melhorar sua competitividade, pois, além das fábricas, há toda uma cadeia automotiva que inclui redes de concessionárias, fornecedores de partes e peças e diversos outros serviços. Essa decisão reforça a urgência de se avançar na agenda de competitividade e redução do custo Brasil”, destacou em comunicado o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o encerramento das atividades da Ford representa “uma triste notícia para o país”. A entidade também pediu a aprovação de uma agenda que reduza o custo Brasil e criticou a alta tributação sobre os automóveis praticada no país.

“A alta carga tributária brasileira faz diferença na hora da tomada de decisões. O custo de cada automóvel produzido aqui, por exemplo, dobra apenas por conta dos impostos”, informou a Fiesp. “Precisamos urgentemente fazer as reformas estruturais, baixar impostos e melhorar a competitividade da nossa economia para atrair investimentos e gerar os empregos de que o Brasil tanto precisa”, concluiu a entidade em nota.