Blog do Adriano Roberto


Notas finais do Enem serão divulgadas hoje
Autor
Adriano Roberto

Notas finais do Enem serão divulgadas hoje

As notas finais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, versão impressa e digital, serão disponibilizadas nesta segunda-feira (29), a partir das 18h (horário de Brasília). Os participantes poderão conferir os resultados individuais das provas na Página do Participante ou no aplicativo do exame

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão realizador da prova, também estarão disponíveis as notas dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). 

Para ter acesso às notas, os participantes devem utilizar o login único do governo federal. Caso o aluno tenha esquecido a senha, o sistema permite recuperá-la. Basta inserir o CPF no campo indicado, selecionar avançar e clicar no link “Esqueci minha senha”. O sistema apresentará diversas formas para recuperar a conta (validação facial, bancos credenciados, internet bankinge-mail e celular), escolha uma das opções para receber o código de verificação e, em seguida, gere uma nova senha. 

Além do resultado da redação, que varia de zero a mil, os participantes poderão conferir as notas individuais, referentes às provas das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. 

As notas individuais do Enem podem ser usadas para acesso à educação superior, no Brasil e em instituições de Portugal, e em programas governamentais de financiamento e apoio ao estudante, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os participantes podem ter mais informações sobre os programas que permitem o ingresso na educação superior no portal do Ministério da Educação. Entre os programas estão o

O resultado do Enem 2020 impresso, para fins exclusivos de autoavaliação de conhecimentos do participante treineiro, será divulgado no dia 28 de maio de 2021, na Página do Participante e no aplicativo do exame. 

Notas finais

O Enem é corrigido com base na chamada teoria de resposta ao item (TRI), que leva em consideração, entre outros fatores, a coerência de cada estudante na própria prova.

Ou seja, se ele acertar questões difíceis, é esperado que acerte também as fáceis. Se isso não acontecer, o sistema entende que pode ter sido por chute. O estudante, então, pontua menos que outro candidato que tenha acertado as mesmas questões difíceis, mas que tenha acertado também as fáceis.

redação tem esquema diferenciado de correção. Cada uma passa por, pelo menos, dois corretores. O tema da redação na reaplicação do Enem foi “A falta de empatia nas relações sociais no Brasil”.



Sergio Moro diz que não se arrepende de nada sobre Lava Jato
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Adriano Roberto

Sergio Moro diz que não se arrepende de nada sobre Lava Jato

O ex-juiz Sergio Moro afirmou neste domingo (28) não ter arrependimentos por seu trabalho no âmbito da Lava Jato, apesar da decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal) que considerou sua atuação parcial em caso do ex-presidente Lula.

"Não me arrependo de nada. Pelo contrário. Tenho muito orgulho do que foi feito na Operação Lava Jato", afirmou.
O ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro até admitiu a possibilidade de erros na Lava Jato, mas não propositais. "Pode ter tido algum erro aqui ou ali. Mas algum abuso, algo intencional? Nada."

Ao participar de live promovida pelo grupo Parlatório, com a presença de empresários e políticos, Moro disse ser necessário desmistificar a narrativa de criminalização, de que haveria um conluio de um juiz malvado com procuradores ambiciosos com intuito de prejudicar políticos.
"Quando se fala em criminalização da política pela Lava-Jato, isso é uma grande bobagem. O que havia são pessoas que receberam ou que pagaram suborno", afirmou.

Depois do que chamou de desabafo, Moro encerrou: "Dá para tocar [Edith] Piaf [cantora francesa] ao fundo. Non, je ne regrette Rien. Não me arrependo de nada. Foi um trabalho importante, reconhecido pela população brasileira".

Essa é a primeira vez que Moro se manifesta presencialmente sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal pela parcialidade do ex-juiz na condução do caso do triplex de Guarujá (SP), que havia levado à condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na última quarta (24), o ex-juiz divulgou uma nota sobre a decisão do STF, ocorrida na véspera, e disse que tinha "absoluta tranquilidade" sobre as decisões.

Neste domingo, embora não tenho citado especificamente a decisão do STF sobre sua conduta, Moro chamou de "muito ruim" a decisão que retirou de Curitiba a competência para julgar Lula. "Sempre tratei o STF com o máximo respeito, mas a decisão de revisão da jurisprudência das execuções da primeira instância foi uma decisão errada, uma decisão infeliz."

Ele se defendeu da acusação de parcialidade: "Quando se fala em abusos e excessos, temos que ir aos fatos", disse. O ex-juiz afirmou que 20% dos acusados pela Lava Jato foram absolvidos e perguntou. "Cadê o conluio?"

Ao falar do combate à corrupção no Brasil, Moro afirmou que, nos últimos anos, "houve retrocessos em relação a leis, jurisprudências e processos simbólicos".

Segundo Moro, a Lava-Jato mostrou que não estamos fadados ao fracasso no combate à corrupção. Ele afirmou ainda que a luta contra corrupção é resultado de avanços, inclusive do próprio STF no julgamento do mensalão. Mas "tem sofrido agora esse retrocesso". "Temos que nos perguntar hoje onde estão os bons exemplos. O que foi feito em matéria de combate à corrupção como bons exemplos, considerando os últimos acontecimentos? Que tipo de mensagem estamos passando para dentro e fora do país?"

A decisão da Segunda Turma do STF foi tomada por 3 votos a 2, após mudança de posicionamento da ministra Cármen Lúcia.

A turma julgou procedente o habeas corpus em que a defesa do petista pedia a declaração da suspeição de Moro e decidiu anular a ação do tríplex -ficam nulos todos os atos do ex-juiz.
Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski foram os outros dois ministros do colegiado a votar contra Moro. Os votos derrotados foram os de Kassio Nunes Marques e Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Embora os ministros tenham frisado em seus votos que a decisão vale para o caso tríplex, há um temor entre defensores da Lava Jato de que ela abra caminho para anulação de outros processos da força-tarefa. Advogados de outros investigados já se preparam para apresentar pedidos similares ao de Lula.

A transmissão contou com a participação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, e do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, além de empresários. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB) fizeram a abertura do encontro virtual. Ambos minimizaram a ameaça de retrocesso no combate à corrupção no Brasil.

Com cerca de 225 participantes do grupo, Moro admitiu que muitos consideraram errada sua decisão de deixar a toga para ocupar o Ministério da Justiça, mas disse ter visto no convite de Bolsonaro uma oportunidade de construir políticas públicas para combate à corrupção. "Quando vi que não tinha chance de acontecer dentro do governo que eu ocupava, saí". Informação da FolhaPress.



Kátia Abreu chama Ernesto de
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Adriano Roberto

Kátia Abreu chama Ernesto de "marginal" e cobra sua demissão

A senadora Katia Abreu (PP-TO) - aquela que roubou a pasta na eleição do senado - chamou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de "marginal" em uma resposta dura à acusação do chanceler de que a senadora teria defendido interesses da China durante um almoço entre os dois. Kátia disse que Ernesto "insiste em viver à margem da boa diplomacia" e "à margem da verdade dos fatos" e cobrou a demissão do ministro.

"O Brasil não pode mais continuar tendo, perante o mundo, a face de um marginal. Alguém que insiste em viver à margem da boa diplomacia, à margem da verdade dos fatos, à margem do equilíbrio e à margem do respeito às instituições. Alguém que agride gratuitamente e desnecessariamente a Comissão de Relações Exteriores e o Senado Federal", escreveu a senadora em nota distribuída à imprensa neste domingo, 28.

Mais cedo neste domingo, Ernesto fez uma postagem nas redes sociais sobre o conteúdo de uma conversa reservada com a senadora durante um almoço no Itamaraty, insinuando que ela teria defendido interesses da China, especificamente na questão do mercado de 5G de telefonia.

"Em 4/3 recebi a senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: "Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado. "Não fiz gesto algum", escreveu Ernesto em sua conta no Twitter neste domingo. "Desconsiderei a sugestão inclusive porque o tema 5G depende do Ministério das Comunicações e do próprio Presidente da República, a quem compete a decisão última na matéria".



Em plena pandemia Governo PE aumenta ICMS dos combustíveis
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Adriano Roberto

Em plena pandemia Governo PE aumenta ICMS dos combustíveis

Quem denunciou o aumento absurdo foi a deputada Priscila Krause, pois se dependesse da imprensa comprada de Pernambuco  a notícia iria ficar na surdina. Enquanto o Governo Federal se esforça para diminuir os impostos da União nos combustíveis, a deputada informa o seguinte:

Sem alarde, o governo Paulo Câmara definiu hoje (25/03) aumento do ICMS de gasolina (+0,15/litro), álcool (R$ 0,15/litro), diesel (R$ 0,06/litro) e botijão de gás (R$ 1,17) a partir de 1º de abril.

A medida – realizada via aumento significativo do valor de referência – foi publicada no Diário Oficial da União.

A medida pode ser interpretada como uma forma de busca de compensação, por parte da secretaria de Fazenda, duas semanas depois que a Petrobras anuncia redução de preços para as refinarias. Na medida que eleva a pauta fiscal dos combustíveis, o governo do Estado pode compensar a queda.

“Em pleno agravamento da pandemia – e reflexos disso na economia – a insensibilidade do governo Paulo Câmara com famílias e empresas, aumentando ICMS de combustíveis e botijão de gás, é impressionante. E olha que esse valor ficou congelado por 26 meses – sempre em favor do Estado!”, disse.

“O impacto será sentido por todos, especialmente aqueles com renda menor, que tem cobertor curto (ou simplesmente não tem). Aumentar o imposto estadual sobre o botijão de gás, então, chega a ser desumano”, afirmou Priscila, pelas redes sociais.



Líder anuncia compromisso do governo em destinar recursos para IBGE, saúde e universidades
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Adriano Roberto

Líder anuncia compromisso do governo em destinar recursos para IBGE, saúde e universidades

Para viabilizar a votação da proposta orçamentária de 2021, deputados de partidos da base do governo e da oposição chegaram a um acordo que prevê o aumento de recursos para certas áreas ao longo do ano. No entanto, partidos como Psol e Novo se posicionaram contra o acordo.

"Queremos fazer este compromisso público com os partidos da oposição de recomposição do Orçamento do IBGE para o censo. A correção do censo é fundamental para a vida dos municípios", afirmou o líder do governo no Congresso (foto), senador Eduardo Gomes (MDB-TO). Ele também prometeu recomposição de orçamento das universidades federais e na área da Saúde.

O líder do PP na Câmara, deputado Cacá Leão (BA), destacou o diálogo entre governo e oposição na discussão do Orçamento. "O relatório traz o que o povo mais deseja, tranquilidade e garantia dos recursos para as vacinas, mas também para retomada dos investimentos que o Brasil precisa", declarou.

O líder da Minoria no Congresso, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), sugeriu que as emendas apresentadas pelos parlamentares na Comissão Mista de Orçamento (CMO) sejam utilizadas como ponto de partida para a recomposição de dotações das áreas de Saúde, Educação, Assistência Social e do IBGE.

“Faltar R$ 28 bilhões para a Saúde quando a pandemia está muito mais grave que no ano passado não é razoável”, afirmou Chinaglia, pedindo reuniões consecutivas para ajudar no alocamento de recursos necessários ao combate da pandemia.

O deputado Afonso Florence (PT-BA) destacou que as discussões devem começar nesta sexta-feira (26), em reunião agendada entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e gestores de instituições de ensino. “A Presidência do Senado e a liderança do governo no Congresso precisam acompanhar essa reunião”, pediu, dizendo esperar que sejam propostas recomposições do orçamento da Educação.

Divergências

Contrária ao acordo, a líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), lamentou a aprovação de um orçamento “muito aquém do necessário”. Ela criticou a retirada de dinheiro da Previdência Social para o Ministério de Desenvolvimento Regional. “E garantir apenas R$ 1,3 bilhão para o programa de agricultura familiar, que põe comida na mesa do povo? Que orçamento é esse?”, questionou.

O partido Novo também foi contra a votação do orçamento na versão aprovada. “É muito ruim aprovar um texto hoje e, com projetos, resolver algo na semana que vem. Já são R$ 30 bilhões retirados do seguro-desemprego e da Previdência para colocar em obras não necessárias neste momento de pandemia”, lamentou o líder do Novo, deputado Vinicius Poit (Novo-SP).

O deputado Claudio Cajado (PP-BA) elogiou, no entanto, a previsão de R$ 30 bilhões do Orçamento para infraestrutura e aquisição de máquinas e equipamentos. "Os estados e municípios precisam desses recursos, principalmente os novos prefeitos que assumiram o mandato neste ano", apontou. "Não podemos fazer despesa sem pensar em investimento."

Claudio Cajado também observou que o texto aprovado conseguiu garantir mais R$ 125 bilhões para o Ministério da Saúde e mais R$ 100 bilhões para o Ministério da Educação.

Já o líder do PSB, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), afirmou que a assistência social necessitava de um reforço orçamentário. “A necessidade de recursos para essa área aumentou muito em razão da pandemia”, disse o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Defesa nacional

O deputado Jorge Solla (PT-BA) questionou o reajuste de R$ 7,1 bilhões para militares previsto no Orçamento de 2021. "Está faltando medicamento e oxigênio. Como que, na maior tragédia sanitária, cortam-se R$ 36,1 bilhões da Saúde na comparação com o Orçamento de 2020?", indagou.

Jorge Solla também reclamou que 22% de todos os investimentos do Orçamento estão no Ministério da Defesa, enquanto as universidades federais perderam 25% do orçamento nos dois anos do governo Bolsonaro.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) também criticou os gastos com militares. "O que mais choca foi o Parlamento ter aprovado, no meio da pandemia, congelamento de salário de professor, médico e enfermeiro, enquanto a peça orçamentária concede aumento de salário para militares", protestou. "Estamos dando aumento de salário no meio da crise para quem sequer está enfrentando a pandemia."

Relatório possível

O relator da proposta de Orçamento de 2021, senador Marcio Bittar (MDB-AC), afirmou que apresentou o parecer possível. "Aumentamos o dinheiro para saúde e educação, garantimos os recursos para pesquisa da vacina brasileira, que vai acontecer ainda neste ano, e mais de R$ 20 bilhões para o governo federal continuar comprando vacinas", enumerou.

O senador também destacou a garantia de recursos para impedir a paralisação de obras fundamentais de infraestrutura.

Bittar elogiou ainda os parlamentares da oposição por não terem trabalhado para obstruir a votação. "É claro que a peça orçamentária não vai agradar nunca a ninguém, mesmo em tempo de vacas gordas", ponderou. "Sou a favor das reformas do Estado brasileiro, mas elas têm uma velocidade que não é a mesma daqueles que precisam comer e não têm outra forma a não ser com a ajuda do Estado."

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Pernambuco recebe mais de 177 mil doses de vacinas e amplia imunização
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Adriano Roberto

Pernambuco recebe mais de 177 mil doses de vacinas e amplia imunização

Em pronunciamento nesta quinta-feira (25.03), o governador Paulo Câmara anunciou a chegada de mais 177.920 doses de vacinas contra a Covid-19 ao Estado, sendo 133.200 da Coronavac e 44.720 da AstraZeneca/Oxford. Com isso, será possível avançar em todos os municípios pernambucanos na imunização de idosos acima de 65 anos. O governador comemorou mais esse passo importante na luta contra o novo coronavírus. 

Com mais essa chegada, sobe para 1.438.880 o número de doses de vacinas contra a Covid-19 já recebidas em Pernambuco. Desse total, 1.192.160 foram da Corinavac e 246.720 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz. O Estado também vai poder vacinar 100% dos idosos com mais 70 anos com a primeira dose e ainda dar prosseguimento à vacinação dos quilombolas, a partir desta nova remessa. 



Congresso aprova Orçamento da União para 2021
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Adriano Roberto

Congresso aprova Orçamento da União para 2021

O Senado referendou a votação ocorrida na Câmara, durante a sessão do Congresso Nacional realizada nesta quinta-feira (25), e aprovou o projeto de lei do Orçamento da União para 2021. A Lei Orçamentária Anual (LOA) indica a estimativa da receita e a fixação de quanto pode ser gasto, apresentando a política econômica e financeira e o programa de trabalho do governo. 

No Senado, o Projeto de Lei do Orçamento teve 60 votos a favor, 12 votos contra e uma abstenção. Agora, o texto segue para sanção presidencial. Pela Constituição, o projeto deveria ter sido aprovado em dezembro, mas um impasse político na instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e a pandemia de covid-19 afetaram os trabalhos.

Meta fiscal

O Orçamento aprovado pelo Congresso tem como meta fiscal um déficit de R$ 247,1 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência). A estimativa das receitas ficaram em R$ 4,324 trilhões, o que representa um acréscimo de R$ 32,2 bilhões em relação ao original apresentado do Executivo. As despesas foram fixadas em mais de R$ 2,576 trilhões, fora o refinanciamento da dívida e as empresas estatais.

O teto dos gastos é de R$ 1,486 trilhão, conforme a Emenda Constitucional 95. Porém, esse valor ficará na prática em R$ 1,480 trilhão, porque há dispêndios de 2020 a serem quitados agora, e outros previstos para 2021 que ficarão para 2022.

São incluídos no teto de gastos benefícios da Previdência Social e da Assistência Social (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. O texto aprovado também considera um salário minimo de R$ 1.067 . O valor do salário minimo desde janeiro é de R$ 1.100.

Além disso, o projeto de lei prevê orçamento de R$ 10,2 bilhões para o Ministério do Desenvolvimento Regional e R$ 8,3 bilhões para o Fundo Nacional de Saúde. Os orçamentos dessas duas áreas foram incluídas no plenário da Câmara. Durante as sessões de votação nas duas Casas, parlamentares criticaram o reajuste de R$ 7,1 bilhões para militares previsto no Orçamento de 2021, mas o reajuste foi mantido. 

Ainda na Câmara, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), costurou um acordo com líderes de vários partidos e recompôs o orçamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A correção do censo é fundamental para a vida dos municípios”, disse o líder do governo. As informações do censo são umas das consideradas na definição de políticas de direcionamento recursos de emendas parlamentares.

O relator-geral da proposta orçamentária para 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), incorporou quase R$ 19,8 bilhões oriundos de 7.133 emendas parlamentares à despesa. A maior parte das sugestões (86%) são emendas impositivas, de execução obrigatória pelo Executivo.

Cortes

Por outro lado, foram canceladas dotações referentes à quitação de benefícios previdenciários urbanos e rurais (R$ 13,5 bilhões), abono salarial (R$ 7,4 bilhões) e seguro-desemprego (R$ 2,6 bilhões). Também foram cortados, em comparação com o orçamento anterior, recursos da área da saúde e das universidades federais.

Esses cortes foram alvo de críticas de vários deputados e senadores. De acordo com o relator do Orçamento, foi “árdua” a tarefa de traçar o Orçamento considerando a pandemia e a retração econômica. “Tive que tomar decisões difíceis, mas necessárias”. Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o governo vai autorizar o uso de R$ 22 bilhões dos caixas de estados e municípios para combate à pandemia.

Ministérios

Bittar destacou os ajustes e recomposições que fez para alguns ministérios. Dentre eles, R$ 300 milhões para o Ministério da Justiça, R$ 200 milhões para o Ministério da Cidadania e mais R$ 200 milhões para o desenvolvimento da vacina brasileira contra a covid-19.

O relator do Orçamento também destacou recursos para evitar que obras sejam paralisadas. “Fizemos contas e mais contas e arrumamos mais de R$ 1 bilhão para a Infraestrutura”. Ele apontou que a paralisação dessas obras pelo país, além de prejudicar a população local, provocaria desemprego e prejudicaria milhares de famílias. Antes do encerramento da votação no Senado, ele disse acreditar que apresentou o melhor relatório possível.

“Corremos para aprovar o Orçamento com três meses de atraso. Fiz o melhor que pude para tentar ajudar. Acho que o relatório está saindo melhor do que entrou. Peço desculpas, todos que me procuraram eu procurei atender. Essa soma faz desse Orçamento, nesse momento do Brasil, a melhor peça possível na realidade que vivemos”.

* Com informações da Agência Câmara



Lucro da JBS dispara a R$ 4 bilhões no 4º trimestre, impulsionado por exportações
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Adriano Roberto

Lucro da JBS dispara a R$ 4 bilhões no 4º trimestre, impulsionado por exportações

Do G1 - A processadora de carnes JBS fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 4 bilhões, um salto de 65% em relação ao mesmo período de 2019, impulsionado por exportações aquecidas para a China, consumo firme tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e auxílio da variação cambial.

A dona de marcas como Swift e Friboi, teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 7 bilhões no período, aumento de 24,1% no ano a ano.

Analistas, em média, esperavam que a JBS tivesse Ebitda de R$ 6,63 bilhões no quarto trimestre, segundo dados da Refinitiv.

A JBS ainda registrou uma receita líquida consolidada de R$ 76,1 bilhões no trimestre, o que representa um aumento de 33,1% no comparativo anual, com todas as unidades de negócios registrando crescimento na receita em reais.

No período, cerca de 75% das vendas globais da JBS foram realizadas nos mercados domésticos em que a companhia atua e 25% por meio de exportações.

A partir do Brasil, as vendas de carne bovina in natura, que corresponderam a 84% das exportações desta unidade de negócios, cresceram em volume quanto em preços, em 3,2% e 19,8%, respectivamente. Os destaques foram a China e Hong Kong, que tiveram aumento de cerca de 60% na receita de vendas no período.

A JBS propôs pagamento de dividendos de R$ 1 por ação, equivalente ao recorde de R$ 2,5 bilhões, para 2021.

Divisões

No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R$ 4,6 bilhões, queda de 24,2% ante 2019, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 29,6 bilhões, alta de 48,7%. A receita líquida atingiu R$ 270,2 bilhões, avanço de 32,1% no ano a ano. A JBS ainda informou que a geração de caixa livre atingiu R$ 17,8 bilhões, um salto de 87,3%.

"O ano passado todo foi com resultado forte. Com dólar mais valorizado, temos resultado maior quando se traduz em reais, mas (também) foi um bom resultado operacional", afirmou à Reuters o CFO global da JBS, Guilherme Cavalcanti.

Ele destacou que os negócios do Brasil tiveram a Seara como destaque e nas operações norte-americanas o desempenho operacional foi considerado positivo, resultado também apoiado pelo efeito da variação cambial.

No quarto trimestre, a receita líquida da Seara atingiu R$ 7,5 bilhões, alta de 31,8%. A da JBS Brasil somou R$ 13,39 bilhões, aumento de 39,9%. Nos Estados Unidos, a JBS USA e a JBS Pork tiveram receitas de R$ 30,28 bilhões e R$ 9,3 bilhões, respectivamente, com avanços respectivos de 26,9% e 47,5%.

Quanto ao Ebitda ajustado das unidades no trimestre, Pilgrim's Pride, Seara e JBS Brasil, tiveram altas respectivas de 53,5%, 50,8% e 41,2%.

A companhia ainda encerrou 2020 com alavancagem de 1,58 vez em dólares e de 1,56 vez em reais, medida pela relação entre Ebitda ajustado e dívida líquida.

"Nossa meta é ficar entre 2 e 3 vezes, estamos abaixo disso e com essa alavancagem baixa a gente tem capacidade de fazer mais aquisições e remunerar melhor o acionista", disse o executivo.

Sem detalhar sobre oportunidades de aquisições, ele disse que a empresa está sempre olhando ativos no mercado ao redor do mundo.

O executivo também lembrou que já foi retomado o projeto de listagem de ativos nos Estados Unidos. "A questão já não é mais se vamos fazer, mas sim quando", afirmou.

Custos e Margens

Do ponto de vista de custos, Cavalcanti lembrou que as despesas com grãos, como o milho utilizado na ração animal, segue elevada, assim como o valor da arroba bovina no Brasil, o que exige a adoção de estratégias.

"Em R$ 310 a arroba, isso tem impacto de compressão de margem e tem várias estratégias para lidar com isso, uma delas é produto de valor agregado, (onde) consegue diferenciar um pouco e tentar compensar parte desse aumento. Mas o que realmente compensa esses custos é a exportação."

Ele disse que metade das receitas da companhia no Brasil é exportação e como a demanda por proteína no mundo, principalmente Ásia e China, está alta, as vendas externas funcionam como um mitigador desse efeito de custos.

O executivo também disse que no quarto trimestre o avanço da receita no Brasil contou com uma parcela de reajuste em preços, algo que pode não acontecer neste momento. "De lá pra cá, o preço do boi aumentou mas o mercado interno começa a ficar mais desafiador para aumentar preço", admitiu.

Para o curto prazo, ele acredita que a tendência é continuar com custo pressionado, seja por conta do câmbio, pelos grãos ou pelo pecuarista que acaba retendo o gado, mas em algum momento este ciclo da pecuária deve mudar.



Plenário do STF vai julgar anulação das condenações de Lula em 14 de abril
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Adriano Roberto

Plenário do STF vai julgar anulação das condenações de Lula em 14 de abril

A decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular as condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Operação Lava Jato em Curitiba deve ser levada a plenário no dia 14 de abril.

Foram incluídos juntos como o primeiro item da pauta dessa data os recursos apresentados pela PGR e pela defesa do ex-presidente Lula contra a decisão do ministro Luiz Edson Fachin, que anulou as condenações e determinou a transferência dos processos do PR para o DF.



Merkel desiste de confinamento mais rígido na Alemanha e pede desculpas à população
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Adriano Roberto

Merkel desiste de confinamento mais rígido na Alemanha e pede desculpas à população

A achanceler da Alemanha, Angela Merkel, desistiu de adotar regras mais rígidas de confinamento no país durante a Páscoa. A medida visava a frear a disseminação da covid-19.

Em pronunciamento nesta 4ª feira (24.mar.2021), Merkel afirmou que a proposta foi um “erro”, e pediu desculpas aos alemães pela incerteza provocada pelo anúncio. “Eu sou responsável por esse erro”, declarou. Disse que o país precisa desacelerar a taxa de transmissão do coronavírus, mas que a ideia de impor lockdown não foi adequada.



Suspeição de ex-juiz Moro pode voltar ao STF
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Adriano Roberto

Suspeição de ex-juiz Moro pode voltar ao STF

Procuradoria-Geral da República e o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, veem espaço para a Corte revisitar o tema da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na ação do tríplex do Guarujá (SP). Isso porque o plenário do STF deve decidir, na primeira quinzena de abril, se confirma a anulação - determinada por Fachin - das condenações impostas na Lava Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a decisão de Fachin passando pelo crivo dos 11 integrantes da Corte, os ministros vão avaliar todos os pontos levantados pelo colega: a anulação das condenações, o envio dos casos à Justiça Federal no DF e o arquivamento da suspeição de Moro.

Quatro ministros do STF, ouvidos reservadamente, avaliaram que a tendência do plenário é confirmar a anulação dos processos de Lula. Já o arquivamento da suspeição de Moro enfrenta mais resistência.

Na análise do habeas corpus de Lula contra o ex-juiz, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram pela continuidade do julgamento na Segunda Turma, apesar da decisão de Fachin para arquivar o caso. No plenário, os quatro devem manter a posição contra o arquivamento. A expectativa é de que pelo menos mais dois ministros acompanhe o grupo nesse ponto. Se esse cenário se confirmar, o plenário evitaria uma reviravolta na situação de Moro, curvando-se ao entendimento da Segunda Turma que considerou o ex-juiz parcial.

No recurso em que contesta a decisão de Fachin, a PGR pede que o Supremo reconheça que os casos de Lula devem permanecer em Curitiba e que as condenações do petista sejam mantidas. Caso o Supremo não atenda a esse pedido, a PGR solicita que o tribunal confirme a validade de todos os atos já tomados nas ações contra Lula, inclusive os de Moro, ou ainda para que as investigações sejam enviadas à Justiça Federal em São Paulo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Proposta de Orçamento para 2021 será votada nesta quinta-feira na CMO e no Congresso
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Adriano Roberto

Proposta de Orçamento para 2021 será votada nesta quinta-feira na CMO e no Congresso

O Congresso Nacional deverá se reunir nesta quinta-feira (25) para analisar a proposta orçamentária deste ano (PLN 28/20). Em razão da pandemia de Covid-19, a sessão acontecerá em duas etapas. A primeira, na Câmara dos Deputados, está marcada para as 15 horas. A segunda, no Senado, para as 18 horas.

O relator-geral do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC), apresentou no domingo (21) a primeira versão do parecer final. Ele poderá fazer alterações e suprimir trechos antes de submetê-lo à Comissão Mista de Orçamento (CMO). É o parecer da CMO sobre o relatório que o Congresso deverá analisar.

A CMO já deveria ter discutido o texto, mas um acordo adiou os trabalhos para esta quinta, às 10 horas. A presidente do colegiado, deputada Flávia Arruda (PL-DF), e os líderes partidários resolveram analisar alternativas para viabilizar a votação do parecer na comissão mista, de manhã, e no Congresso, à tarde.

Pontos polêmicos
O acordo surgiu depois que parlamentares de oposição e da base de apoio ao governo questionaram pontos do relatório de Marcio Bittar. Faltaria dinheiro para saúde, educação, ciência e tecnologia, infraestrutura, segurança e turismo, além de verbas para combate às drogas e à violência contra mulheres.

O deputado Felipe Carreras (PSB-PE) recebeu muitos apoios para um destaque que devolve recursos ao Censo Demográfico. O relator-geral foi criticado por cortar R$ 1,75 bilhão dessa ação orçamentária, que restará inviabilizada. A contagem populacional em 2020 já havia sido adiada em razão da Covid-19.

Flávia Arruda e o líder do governo na CMO, deputado Claudio Cajado (PP-BA), avaliam que o parecer do relator-geral é “justo e realista” em um cenário de restrições fiscais. Em documento, a equipe econômica alertou ontem que, neste ano, há risco de um “estouro” de quase R$ 17,6 bilhões no teto dos gastos.

Visão geral
A proposta orçamentária para 2021 sugere melhora no Produto Interno Bruto (PIB) – um crescimento de 3,2% com base em projeção de novembro. Com a pandemia, a economia encolheu 4,1% em 2020, o pior resultado em 25 anos.

A meta fiscal é um déficit de R$ 247,1 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência), ante o recorde de R$ 743,1 bilhões em 2020, também devido à Covid-19. O resultado primário está no vermelho desde 2014.

Fonte: Agência Câmara de Notícias