Blog do Adriano Roberto


Eduardo Bolsonaro assina carta pedindo ao pai que retire projeto
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Adriano Roberto

Eduardo Bolsonaro assina carta pedindo ao pai que retire projeto

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) assinou uma carta aberta ao próprio pai, Jair Bolsonaro, pedindo que ele retire do Congresso o PLN 4, projeto de lei que permite que os parlamentares controlem até R$ 19 bilhões do Orçamento federal.

O presidente vem travando uma queda de braço com o Congresso por causa dos recursos. Ele vetou os artigos do orçamento que permitiam ao parlamento o controle sobre R$ 30 bilhões.

O Congresso ameaçou derrubar o veto. Bolsonaro então fez um acordo para enviar o PLN 4 e, em troca da manutenção de seu veto, liberar os R$ 19 bi para os parlamentares, ficando com os outros R$ 11 bilhões.

Começou então uma nova confusão: apesar de cumprir o acordo, o presidente passou a pressionar deputados e senadores a rejeitarem a proposta que ele próprio enviou. Chegou a dizer que isso enfraqueceria as manifestações marcadas para o dia 15, que criticam o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal).

Deputados e senadores decidiram então enviar a batata quente de volta a Bolsonaro, enviando a ele uma carta aberta para que retire a proposta do parlamento. E ela teve o apoio de Eduardo Bolsonaro.

"Estamos mandando uma carta para ele pedindo que ele, à luz do que disse, retire o PLN4. O regimento comum do Congresso Nacional dá esse poder a ele", diz Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que subscreve o texto.

"O presidente faz um acordo com o Congresso e manda um projeto de lei. Depois, pede que os parlamentares rejeitem essa mesma proposta, que faz a partilha do Orçamento com o Congresso. Ora, se ele quer de fato a rejeição, basta pedir o projeto de volta. Para isso estamos mandando essa carta para ele", completa o senador. Informações da FolhaPress.



Comissão geral debate combate ao coronavírus no Brasil
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Adriano Roberto

Comissão geral debate combate ao coronavírus no Brasil

A Câmara dos Deputados debate hoje, em comissão geral, as ações preventivas de vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao enfrentamento do coronavírus (Covid-19).

O debate, marcado para as 13h55, ocorre por sugestão da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), no plenário 1. Zanotto foi relatora do projeto que deu origem à lei que regula a situação de emergência para combater o coronavírus (Lei 13.979/20).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou presença. Ele virá acompanhado do secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Kléber de Oliveira.

Comissão externa

Também hoje, a comissão externa da Câmara que acompanha o enfrentamento do coronavírus se reúne para votar requerimentos. O coordenador da comissão, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), ressalta que o surto da doença ganhou contornos mais graves com a atual repercussão na economia dos países e, especificamente no Brasil, com a alta do dólar, queda dos índices das bolsas de valores e queda mundial do preço do petróleo.

De acordo com o deputado, talvez os brasileiros tenham que se preparar para medidas mais rigorosas. “Eu acho que o Brasil terá que tomar uma série de medidas mais drásticas, com suspensão de algumas rotas internacionais e provavelmente também um controle alfandegário das pessoas”, declarou.

Ele manifestou preocupação com o controle de um eventual reajuste de preços em farmácias, maior vigilância em portos e aeroportos e até planos de contingência que envolvam a frequência às aulas.

“Temos que manter a tranquilidade com a população, mas acho que a implementação de medidas mais duras virá nos próximos dias, e a população tem que estar sensibilizada a isso para evitar a disseminação desta doença”, disse o deputado.

Na semana passada, o Ministério da Saúde já anunciou reforço nas estruturas de atenção primária e informou que todas as pessoas que chegarem ao Brasil de países da América do Norte, Europa e Ásia e tiverem sintomas como febre, coriza, tosse e falta de ar poderão ser consideradas casos suspeitos de Covid-19.

No mundo, são mais de 110 mil casos com mais de 3.800 mortes, em mais de 80 países.

Com informações da Rádio Câmara. Fonte: Agência Câmara de Notícias



Alberto Feitosa cobra punição para integrantes das torcidas organizadas
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Adriano Roberto

Alberto Feitosa cobra punição para integrantes das torcidas organizadas

O deputado estadual Alberto Feitosa cobrou punição aos integrantes das já extintas torcidas organizadas de Pernambuco na tarde desta terça-feira (10). Feitosa solicitou medidas mais efetivas do Estado, da Federação Pernambucana de Futebol e uma resposta da Assembleia Legislativa à sociedade.

“Esta Casa precisa dar a resposta que a população merece. Vamos discutir o assunto no seio da Frente Parlamentar de Segurança Pública e cobrar punições para as pessoas que participam desses atos de vandalismo e violência, a exemplo do que aconteceu no último sábado no Recife. Vamos construir um Projeto de Lei junto com a sociedade, os órgãos de segurança, as Polícias Militar e Civil, Ministério Público e magistrados que possa ser apresentado e trazer, de fato, soluções para esse grande problema em nosso estado”, disse.

Segundo o parlamentar, a ponte José de Barros Lima, nas proximidades da Ilha do Retiro, virou um verdadeiro palco de guerra. “Tem que haver uma ação rígida! Imagine estarmos em um carro com nossa família assistindo a tudo isso. Adolescentes se agredindo, linchamentos, um deles pulando no canal para fugir da violência. 

Não pode ocorrer num estado democrático de direito, onde a lei tem que ser válida. Isso é formação de quadrilha, no mínimo”, disse.



Em ofício ao Congresso, Guedes pede reformas para conter crise
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Adriano Roberto

Em ofício ao Congresso, Guedes pede reformas para conter crise

Diante do agravamento da crise econômica internacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou ontem (10) à noite aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbe (DEM-AP), ofício em que pede a aprovação de propostas consideradas prioritárias pela equipe econômica. Ao todo, Guedes listou 14 projetos de lei, três propostas de emenda à Constituição e duas medidas provisórias em tramitação no Congresso.

No documento, o ministro ressaltou a importância da aprovação das propostas até a metade do ano. “O esforço para a aprovação, neste semestre, das matérias listadas tem a capacidade de proteger o Brasil da crise externa”, destacou. Segundo Guedes, somente com a continuidade de reformas estruturais que reduzam os gastos obrigatórios, o governo terá espaço no orçamento para estimular a economia.

“Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia”, diz o ofício. O texto, no entanto, não detalha quais seriam esses estímulos. No texto, Guedes pediu aprovação rápida das propostas para facilitar a “blindagem” da economia brasileira em meio à crise econômica internacional.

Nos últimos dias, diversos economistas têm pedido o aumento dos investimentos públicos para fazer frente a uma possível recessão econômica mundial, provocada pela disseminação do coronavírus e pela guerra entre Arábia Saudita e Rússia pelo preço internacional do petróleo. Para aumentar os investimentos, no entanto, o governo precisaria flexibilizar o teto federal de gastos. Nessa terça-feira, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, descartou mudanças no limite de gastos.

A resposta do Ministério da Economia ocorreu depois de Maia ter cobrado o envio das propostas de reforma tributária e administrativa. Na segunda-feira (9), Guedes prometeu enviar a reforma administrativa ainda nesta semana e a tributária nesta semana ou na próxima.

No ofício, Guedes reiterou que as reformas administrativa e tributária serão enviadas em breve, mas pediu que o Congresso agilize a tramitação das propostas do governo. “Considerando o agravamento da crise internacional em função da disseminação do coronavírus e a necessidade de blindagem da economia brasileira, o Ministério da Economia propõe acelerar a pauta que vem conduzindo junto ao Congresso Nacional”, destacou.

O documentou listou as três PECs enviadas no fim do ano passado: reforma do pacto federativo (que descentraliza recursos da União para governos locais), PEC emergencial (com gatilhos para cortar temporariamente salários de servidores em momentos de crise fiscal) e PEC dos fundos (que extingue fundos considerados desnecessários). No entanto, também cita projetos como a autonomia do Banco Central, a liberação do mercado de gás e o Plano de Equilíbrio Fiscal, que permite a ajuda a estados com dificuldades de caixa em troca de medidas de ajuste. As medidas provisórias mencionadas são a do emprego verde-amarelo (que cria um programa especial para trabalhadores jovens) e a que autoriza a quebra do monopólio da Casa da Moeda.

Confira a lista das propostas que o Ministério da Economia considera prioritárias:

Na Câmara
• PL 6407/2013: nova Lei do Gás
• PLP 149/2019: Plano de Equilíbrio Fiscal
• PLP 200/1989: autonomia do Banco Central
• PL 5877/2019: privatização da Eletrobras
• PL 6229/2005: recuperação judicial
• PL 5387/2019: simplificação da legislação de câmbio
• PL 3443/2019: governo digital
• PL 7316/2019: certificação digital
• PLP 295/2016: nova Lei de Finanças Públicas
• PL 7063/2017: Lei de Concessões

No Senado

• PEC 188/2019: reforma do pacto federativo
• PEC 197/2019: reforma dos fundos públicos
• PEC 186/2019: PEC emergencial
• PLS 232/2016: Marco Legal do Setor Elétrico
• PLS 261/2018: Novo Marco Legal de Ferrovias
• PL 3261/2019: Marco Legal do Saneamento Básico
• PL 3178/2019: alteração do regime de partilha

No Congresso

• MP 902/2019: quebra do monopólio da Casa da Moeda
• MP 905/2019: Programa Emprego Verde-Amarelo. 

Informações da Agência Brasil.



OMS diz que pandemia de coronavírus se tornou bastante real
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Adriano Roberto

OMS diz que pandemia de coronavírus se tornou bastante real

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a ameaça de uma pandemia do coronavírus se tornou "bastante real".

O chefe da OMS chamou a atenção para o fato, mas lembrou que com ações decisivas e adiantadas o mundo será capaz de desacelerar o coronavírus, evitando infecções".

União Europeia

A União Europeia (UE) planeja criar um fundo de 25 bilhões de euros para enfrentar a crise econômica provocada pelo surto de coronavírus e para fortalecer sistemas de saúde nos países-membros do bloco.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou o plano nessa terça-feira (10), após uma videoconferência de emergência com líderes do bloco.

O debate foi realizado em meio à propagação do vírus e ao crescente impacto econômico na União Europeia.

Von der Leyen disse à imprensa que o bloco está pronto para utilizar todas as ferramentas disponíveis. Acrescentou que vai buscar aprovação dos países-membros e do Parlamento Europeu para as medidas.

O dinheiro deve ser utilizado para fortalecer sistemas de saúde dos países membros, bem como apoiar pequenas e médias empresas que têm sido afetadas pelo surto.



Climão da economia e do COVID 19 aqui em Brasília sugere adiamento da manifestação do dia 15
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Adriano Roberto

Climão da economia e do COVID 19 aqui em Brasília sugere adiamento da manifestação do dia 15

O derretimento global da economia e a escalada do surto de coronavírus no mundo estão sendo usados por ministros para aconselhar o presidente Jair Bolsonaro a fazer um pronunciamento em rede nacional sugerindo o adiamento das manifestações marcadas para o dia 15 de março. A informação foi antecipada pelo site BR Político, do Grupo Estado.

Líderes de movimentos que estão convocando os protestos contra o Congresso, no entanto, dizem que não veem motivo para adiamento. Eles argumentam que outras atividades com aglomeração de pessoas, como shows e jogos de futebol, não foram canceladas.

Bolsonaro está sendo aconselhado a fazer um gesto de "estadista" e dizer que a "saúde do povo brasileiro tem de vir antes de brigas políticas menores".

Juntamente com isso, o presidente enalteceria a manutenção do seu veto aos dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que transferiam para o Congresso R$ 30 bilhões. O Congresso decidiu manter os vetos presidenciais a trechos da LDO na semana passada.

Como parte do plano desses aliados, tanto Legislativo quanto Executivo passariam a tratar os três Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLNs) não como um "acordão", mas como a necessária regulamentação do Orçamento impositivo, que passaria então por um teste, a depender do crescimento da arrecadação e dos ganhos fiscais advindos com as reformas.

O convite a que o governo lidere uma agenda propositiva de reformas, feito anteontem pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi lido no governo como um convite a uma trégua na guerra entre os Poderes, dado o susto com a iminência cada vez mais clara de uma recessão global de tamanho ainda imprevisível.

O terceiro vetor para tentar acalmar a política e a economia seria o envio da reforma administrativa à Câmara ainda nesta semana, numa demonstração da disposição do Planalto de distensionar o ambiente com os demais Poderes.

Movimentos

Eduardo Platon, líder do Movimento Avança Brasil, um dos que estão organizando os atos do dia 15, disse que não há motivo para adiar o protesto. "Estamos monitorando tudo que está acontecendo e estamos mantendo os atos para o dia 15. Os jogos de futebol não foram cancelados, os grandes eventos não foram cancelados", disse Platon.

Outro grupo, o NasRuas, também informou ao Estado que manterá a convocação. O República de Curitiba, que defende temas pró-Lava Jato, como a prisão em segunda instância, também não deve mudar a agenda.

"O vírus da corrupção no sistema político do Brasil é mais perigoso que o coronavírus no momento", afirmou Paulo Generoso, coordenador do grupo. Ele, porém, fez uma ressalva: "Se o presidente pedir (para adiar), a gente atenderá".

'Apoio às reformas'

Após ser questionado se o governo vai trabalhar para dissuadir atos contra o Congresso e o Judiciário, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta segunda, 9, que as manifestações têm como pauta "apoio às reformas".

"A manifestação está colocada aí como apoio às reformas. Acho que sobre a questão com o Congresso, temos que aprofundar o diálogo, trabalho que está sendo feito pelo ministro (Luiz Eduardo) Ramos para que a gente consiga avançar naquilo que precisa avançar", afirmou Mourão.

O presidente em exercício disse ainda que não vai aos protestos, mas que "não vê problema" nos atos. "Manifestação faz parte da vida democrática. Desde que ordeira, pacífica, não vejo problema." No sábado, 7, o presidente Jair Bolsonaro havia convocado a população para participar dos protestos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comissão de Orçamento analisa nesta terça propostas que regulamentam emendas
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Adriano Roberto

Comissão de Orçamento analisa nesta terça propostas que regulamentam emendas

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional reúne-se nesta terça-feira (10), às 11h30, para analisar propostas do Poder Executivo que alteram a atual Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A Medida Provisória 921/20, que destinou recursos para o resgate de brasileiros na China, também está na pauta.

Duas propostas (PLNs 2/20 e 4/20) alteram a LDO para regulamentar a execução orçamentária de emendas parlamentares impositivas. A ideia, segundo o governo, é reduzir a insegurança jurídica e assegurar o cumprimento da meta fiscal deste ano – um déficit primário de R$ 124,1 bilhões. O relator, deputado Cacá Leão (PP-BA), recomendou a aprovação dos dois textos, na forma de substitutivos.

Essas propostas foram enviadas pelo Executivo em troca da manutenção, pelo Congresso, do veto às emendas impositivas do relator-geral do Orçamento de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE), e de comissões permanentes.

Se houver aval dos líderes, poderá entrar na pauta um outro texto do acordo (PLN 3/30), que altera o Orçamento de 2020 para que parte das emendas do relator-geral (cerca de R$ 9,6 bilhões) sejam transformados em gastos discricionários do Executivo. O relator é o próprio Domingos Neto, que recomendou a aprovação.

Outros itens

A CMO deve votar ainda o PLN 1/20, que autoriza a recomposição salarial para agentes de segurança pública do Distrito Federal, por meio do reajuste de 25% na Vantagem Pecuniária Especial (VPE) devida aos policiais e bombeiros militares e do aumento linear de 8% para os policiais civis, ambos retroativos a janeiro último. O relator, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), recomendou a aprovação.

Já a MP 921/20 abriu crédito extraordinário de quase R$ 11,3 milhões em favor do Ministério da Defesa. O dinheiro permitiu que as Forças Armadas buscassem 34 brasileiros em Wuhan (China), epicentro mundial do surto de coronavírus. O relator, deputado Márcio Marinho (PRB-BA), recomendou a aprovação.

Tramitação
Todas as propostas em análise na CMO serão encaminhadas para discussão e votação de deputados e senadores em sessão conjunta do Congresso. Fonte: Agência Câmara de Notícias



Lei de Incentivo à Cultura: Justiça condena 12 pessoas por fraudes
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Adriano Roberto

Lei de Incentivo à Cultura: Justiça condena 12 pessoas por fraudes

Doze pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por prática de ilícitos na contratação e execução de projetos culturais utilizando a Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 1991). A decisão é da juíza federal Flávia Serizawa e Silva, da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, do final de fevereiro, mas só divulgada nesta segunda-feira (9).

Essas irregularidades foram investigadas na Operação Boca Livre, da Polícia Federal, que identificou que os recursos deduzidos dos impostos de grandes empresas “patrocinadoras”, em vez de serem destinados a finalidades culturais, foram aplicados fraudulentamente pelo grupo Bellini Cultural em eventos e publicações corporativas privadas. 

Os desvios chegaram a ser utilizados até mesmo para o pagamento do casamento de um dos filhos do dono do grupo. Os criminosos, segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, teriam desviado cerca de R$ 21 milhões.

Tipos de fraudes

As fraudes do grupo dividiam-se em cinco modalidades: superfaturamento, elaboração de serviços e produtos fictícios, duplicação de projetos, utilização de terceiros como proponentes e contrapartidas ilícitas às empresas patrocinadoras.

De acordo com o Ministério Público, o grupo criminoso era formado por empresas em nome da família Bellini e por empresas em nome de terceiros, que teriam como objetivo propor e aprovar projetos culturais junto ao Ministério da Cultura e, em seguida, realizar a captação de recursos e utilizá-los de forma irregular. Muitos dos projetos culturais sequer eram executados.

Segundo a magistrada, ficou constatada a existência de um esquema de corrupção bem estruturado, que se iniciou nos anos 2000 e perdurou até a deflagração da Operação Boca Livre, da Polícia Federal, em junho de 2016.

Os criminosos foram condenados a penas restritivas de liberdade, que variam de 4 a 19 anos de detenção,  além do pagamento de multas e perda de bens e valores.



Feitosa aciona Ministério Público e Governo do Estado a favor pensionistas e inativos militares
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Adriano Roberto

Feitosa aciona Ministério Público e Governo do Estado a favor pensionistas e inativos militares

Em defesa dos direitos dos pensionistas, inativos e portadores de doenças graves policiais e bombeiros militares, o deputado estadual Alberto Feitosa entregou, no início da tarde desta segunda-feira (09), ao Procurador Geral do Estado, Dirceu de Barros, uma representação solicitando que haja uma intervenção a favor dos que estão sendo prejudicados com o desconto previdenciário. O documento também foi encaminhado ao Governador Paulo Câmara.

Na representação, o parlamentar solicita que seja devolvido o valor que foi descontado a título de contribuição, além do pagamento dos proventos e pensões com base no princípio da integralidade e paridade, assim como é pago aos militares em atividade.

"Muitos pais de família estão sofrendo com essa situação. São remunerações que foram diminuídas, com perdas de quase mil reais em alguns casos. Um desconto absurdo, feito de forma dupla, referente a janeiro e fevereiro, que prejudica o dia a dia dos pensionistas, inativos e portadores de graves doenças da Polícia e Bombeiro Militar. Uma categoria que se dedicou ao povo pernambucano e recebe esse tipo de retribuição do Governo do Estado", afirmou.



Mais da metade dos novos recursos do Fundeb deve ir para Bahia, Maranhão e Ceará
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Adriano Roberto

Mais da metade dos novos recursos do Fundeb deve ir para Bahia, Maranhão e Ceará

Proposta de emenda à Constituição (PEC 15/15) vai destinar mais dinheiro do governo federal ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Esses recursos vão aumentar gradativamente nos próximos anos para até 20% do total em 2026. Hoje, o governo federal é responsável por 10% dos recursos.

A PEC 15/15 vai beneficiar mais os estados que têm maior desigualdade na educação. Em 2026, o governo federal deve transferir cerca de R$ 16 bilhões a mais do que em 2020 -- 75% para os estados e municípios mais pobres e 25% por resultados educacionais.

Para as transferências aos entes mais pobres, simulações realizadas com dados de 92% dos municípios indicam que mais da metade desses novos recursos vão para três estados: Bahia, Maranhão e Ceará. Quem ganha mais é a Bahia: de R$ 3,2 bilhões transferidos pelo Fundeb em 2020, passará a receber R$ 5,3 bilhões em 2026, ou seja, uma diferença de R$ 2,1 bilhões.

Principais mudanças da PEC 15/15

Além do aumento de recursos do governo federal, uma novidade é o critério de distribuição pelo Valor Aluno Ano Total (VAAT), que leva em a consideração a totalidade de recursos vinculado à educação.

Atualmente, a distribuição é feita apenas com base nas receitas do Fundeb. Essa mudança vai garantir mais recursos para os municípios que hoje destinam pouco dinheiro à educação. Outros municípios com maior arrecadação não receberão além do que já recebem.

Escolas estaduais e municipais também vão ganhar recursos por resultado, a partir de um indicador de desempenho que vai ser estabelecido por lei ordinária.

Prazo para criar o novo Fundeb

O Congresso tem até dezembro para aprovar a PEC 15/15 e o projeto de lei que vai regulamentá-la. Isso porque de acordo com a Emenda Constitucional 53/2006 o Fundeb atual tem validade apenas até o fim de 2020. Caso o novo Fundeb não seja aprovado, estados e municípios vão perder recursos para educação.

Impacto do aumento de recursos federais na educação básica

Com as regras atuais do Fundeb, o valor mínimo aplicado por aluno em 2020 é de R$ 3.965. Com as mudanças de PEC 15/15, as escolas vão investir em 2021 no mínimo R$ 5.220 por aluno, um aumento de 31,7%. Caso as regras atuais fossem mantidas, as escolas teriam no mínimo apenas R$ 4.335.

Importância do Fundeb

Em 2019, o Fundeb distribuiu R$ 168,5 bilhões para o ensino básico em redes de escolas estaduais e municipais. Hoje o Fundo garante 63% dos recursos que os municípios investem em educação. Muitos municípios dependem das transferências do Fundeb porque têm uma baixa arrecadação de IPTU e ISS, tributos que devem ter uma parcela destinada às escolas. O Fundeb ajuda a equilibrar a distribuição dos recursos para educação, combatendo desigualdades regionais ao transferir a arrecadação de tributos da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Maior e menor gasto em educação

Segundo dados de 2015, o município que destina menos recursos para educação é Turiaçu (MA), que gastou apenas R$ 2.937 por aluno naquele ano. Quase 90% desse dinheiro vem do Fundeb.
Já o município de Pinto Bandeira (RS) investe R$ 19.511 por aluno. Apenas 17% desses recursos são do Fundeb.

Fonte: Consultoria do Orçamento da Câmara dos Deputados / Estudo Técnico 24/2017 / Tesouro Nacional



Rumo à reeleição, Rildo de Amaraji se filia ao Avante
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Adriano Roberto

Rumo à reeleição, Rildo de Amaraji se filia ao Avante

Para o Avante, o feriado da sexta-feira (6) - Carta Magna de Pernambuco - foi dia de muito trabalho. A noite de ontem marcou a filiação do prefeito de Amaraji, Rildo Reis, e de diversos pré-candidatos a vereadores.

Candidato à reeleição, Rildo Reis comandou um grande evento, que contou com a presença do presidente estadual do Avante, Waldemar Oliveira, do deputado federal Sebastião Oliveira, além de diversas lideranças políticas do município.

"Amaraji está no caminho certo. Montamos uma equipe forte e competente que arregaçou as mangas e devolveu ao nosso povo o orgulho e a esperança.

A nossa missão contou muito com a ajuda do deputado Sebastião Oliveira. Vamos seguir em frente, porque time que está ganhando não se mexe", destacou Rildo Reis.

De acordo com o comandante da sigla em Pernambuco, a reeleição de Rildo Reis é uma prioridade do partido. "Rildo é aliado de primeira hora e tem feito uma excelente gestão.

O Avante dará o suporte que ele precisará para seguir com o seu trabalho" , ressaltou Waldemar Oliveira. Já Sebastião Oliveira reforçou que que o seu mandato estará sempre à disposição da população de Amaraji. "Continuaremos mantendo essa parceria vitoriosa.

Ainda temos muito o que fazer pela cidade. Podem contar comigo", falou o parlamentar, que recentemente disponibilizou recursos oriundos de Emenda Parlamentar para a aquisição de equipamentos - micro-ônibus e trator - que serão usados nas áreas da saúde e agricultura.



Ampliada abertura de comportas do reservatório de Três Marias e São Francisco recebe muita água
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Adriano Roberto

Ampliada abertura de comportas do reservatório de Três Marias e São Francisco recebe muita água

As fortes chuvas e o alto nível dos reservatórios fizeram com que a Cemig abrisse ainda mais, nessa quarta-feira (4), as comportas da Usina Hidrelétrica de Três Marias, na região Central do Estado, para evitar transbordamentos nas regiões banhadas pelo rio São Francisco.

Na última sexta-feira (28), após quase oito anos, as comportas da hidrelétrica já haviam sido abertas devido às fortes chuvas do período de Carnaval. O vertimento máximo foi de  840 m³/s, o que somado à vazão que passa pelas máquinas de geração, totalizava cerca de 1.500 m³/s. Agora, vertimento foi ampliado para quase o dobro, com 1.400 m³/s, totalizando uma defluência de 2050 m³/s.

O cenário de afluências elevadas, segundo a Cemig, permanece até o dia 10 de março, com previsões de afluências superiores à 3000 m³/s. “Informamos que estamos monitorando constantemente as afluências e vazões incrementais para Pirapora e, se necessário, novas comunicações serão realizadas para atualizar sobre a operação do reservatório”, informou o órgão.