22 Maio 2020
Prefeitura de Belo Horizonte planeja reabrir comércio em até três etapas na segunda, 25

Prefeitura de Belo Horizonte planeja reabrir comércio em até três etapas na segunda, 25

Após dois meses do início do isolamento social para conter a covid-19, a Prefeitura de Belo Horizonte planeja reabrir o comércio da cidade de forma gradativa, em até três etapas, conforme confirmou a Secretaria Municipal de Saúde à reportagem.

As datas, no entanto, vão ser definidas apenas nesta sexta-feira (22), quando as equipes de saúde se reunirão com o prefeito Alexandre Kalil (PSD) para bater o martelo sobre o assunto. Conforme já adiantou a própria prefeitura, existe a chance de alguns comerciantes poderem voltar a trabalhar já na segunda-feira (25).

A decisão vai depender de três fatores que serão avaliados pelos médicos que fazem parte do comitê de combate à covid-19 na capital mineira. São eles:

    • Número médio de transmissão por infectado;
    • Taxa de ocupação dos leitos de enfermaria;
    • Taxa de ocupação dos leitos de UTI;

Os últimos dados da Prefeitura de BH mostram que a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) está em 78%. Já os de enfermaria, em 67%. A cidade tem se mantido neste índice desde o início da pandemia.

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De acordo com o balanço da Secretaria de Estado de Saúde, das 191 mortes confirmadas por coronavírus em Minas Gerais, 36 ocorreram em Belo Horizonte. A capital mineira tem 1.280 das 5.596 pessoas contaminadas com o novo vírus.

Empresários que participam das negociações com o governo confirmaram à reportagem que foi levantada a possibilidade da retomada da economia acontecer em até quatro fases, com espaço de uma semana entre uma e outra. Segundo a prefeitura, a decisão dos especialistas sobre as datas será divulgada até a tarde desta sexta-feira.

Isolamento em BH

Desde o dia 20 de março, apenas os serviços considerados essenciais podem funcionar em Belo Horizonte. Entre eles, estão supermercados, açougues, farmácias, clínicas de saúde, padarias, sacolões, postos de combustível, lojas de material de construção, agências bancárias, lotéricas e Correios.

No caso de bares e restaurantes, a lei autoriza a venda de comida pelo delivery ou para retirar no local, desde que os alimentos estejam “prontos e embalados para consumo fora do estabelecimento”.