Blog do Adriano Roberto

Tonca declara paixão pela Paixão em Nova Jerusalém



Um sonho de pedra, que virou paixão.

Estive na estreia, no ano passado, do espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Sempre é uma grande emoção assistir ao espetáculo da Paixão de Cristo e ver o sonho de Plínio e Diva Pacheco, que fizeram o maior teatro ao ar livre do mundo, com 70 torres de 7 metros cada e 3.500 metros de muralhas de pedra, a cada ano se repetir.

Encontrar Robinson Pacheco, Coordenador Geral da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, já na companhia de um filho, que já vem treinando, é motivo de muita alegria.

Comentei com ele a minha admiração pela história de José do Egito, que teve 2 filhos, Manassés e Efraim. Era um intérprete de sonhos. Manassés significa o perdão das aflições na casa do Pai, porque Deus lhe fez esquecer o mal que o fizeram e o fez um homem novo. Seguindo a tradição de Abraão, Isaac, Jacó e José, a benção maior não foi ao primogênito, mas ao segundo filho, tendo Efraim feito uma das maiores tribos de Israel. No Código de Deus, a gratidão e o perdão vêm antes da graça.


A amizade do meu tio e pediatra Flávio Campos e de sua esposa Maria Lúcia com o casal Plínio e Diva era grande e longeva. Flávio chegou a ter uma casa, em Fazenda Nova. Irmão mais velho do meu pai e meu padrinho. Fez o verdadeiro juramento de São Lucas. No final da vida, foi morar, em Fazenda Nova, onde consultava as crianças de forma pro bono. Essa amizade, alargou-se ao meu pai, Maximiano Campos, que teve grandes conversas com Plínio Pacheco, homem de grande cultura, autor da peça Jesus, que é a base do espetáculo.


Vi a alegria da família Pacheco e o espetáculo cheio, quando se celebra 54 anos da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém e a segunda temporada após 2 anos de pausa, ante a pandemia, que gerou muitos prejuízos ao espetáculo, que resistiu.


Na pousada da Paixão, onde estão sepultados Plínio e Diva, extremamente bem cuidada, tem um memorial que mostra a vida desses 2 grandes criadores, que deixaram um legado. Tinha 37 hóspedes interativos, entre outros, que ficam hospedados e também participam do espetáculo como figurantes.


Outro sonho de Plínio que precisa ser ainda finalizado é a conclusão do Parque das Esculturas. Teve o mestre Zé Cotó, que criou escola e deixou muitos discípulos. Um Aleijadinho do Granito.


Miguel Falabella tem um belo artigo sobre Plínio, que foi publicado no Jornal O Globo, que diz que ‘’Seu Plínio furou o mundo. E, agora, penso, parte dele dorme em Jerusalém’’.


A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é um patrimônio do Brasil. Um sonho de pedra, que conta a maior das paixões.


Olinda, 01 de março de 2024.


Antônio Campos

Advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras.

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