A mão de ferro de Lula no PSB de João Campos

 


Muito se fala de que os partidos menores como: PSOL, Rede, PCB e até o PCdoB são "puxadinhos" do PT, mas agora podemos vislumbrar um outro partido bem maior que poderíamos então chamar de "puxadão" do Partido do Lula. O cenário político nacional assistiu, neste último sábado (21), a um movimento que diz muito mais sobre o controle do poder do que sobre ideologia partidária. A filiação da ministra Simone Tebet ao PSB, para disputar o Senado por São Paulo, não foi uma articulação de João Campos, o presidente nacional da legenda. Foi, confessadamente, um pedido direto de Lula.

O "Puxadão" Estratégico 

João Campos, foi aclamado presidente nacional do PSB num domingo primeiro de junho do ano passado, com a promessa de renovação e independência. No entanto, o que vemos em 2026 é um partido que funciona como uma peça de xadrez no tabuleiro do PT. Primeiro, foi a indicação de Geraldo Alckmin para a vice-presidência; agora, a "acomodação" de Tebet para salvar o palanque de Fernando Haddad em São Paulo. Com esse ato o PSB, sob a gestão de João, parece ter entregue as chaves da sede nacional ao Palácio do Planalto em troca de uma aliança "umbilical" para a reeleição de Lula.

O Flanco Aberto para Raquel Lyra

Essa "mão de ferro" de Lula sobre o PSB cria um problema real para João Campos aqui em Pernambuco. Enquanto ele tenta se projetar como um líder autônomo e a grande alternativa ao governo estadual, sua adversária, Raquel Lyra, ganha um presente narrativo. Que começa com a submissão. Raquel já começou a explorar o discurso de que Pernambuco não pode ser governado por procuração de Brasília.

E prossegue com a narrativa da independência vs. alinhamento: Se João não manda nem nas filiações do seu partido em São Paulo, como garantirá que os interesses dos pernambucanos venham antes dos caprichos do PT nacional? Aqui vale lembrar a promessa - não cumprida - de que não abrigaria ninguém do PT na sua gestão da prefeitura. Teria sido na época um combinado entre Joao e Lula para derrotar a prima, hoje sua pré-candidata ao Senado?

O Preço do Apoio

Na última sexta-feira (20), João lançou sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco com uma chapa pesada, trazendo Marília Arraes e Humberto Costa para o Senado. É uma frente ampla, mas é também uma frente totalmente amarrada ao "Lulismo". Ao aceitar a tutela de Lula no plano nacional, João garante o apoio da máquina federal, mas corre o risco de ser carimbado como um líder que, apesar da juventude, pratica a velha política da conveniência e da obediência aos caciques de Brasília.

O jogo em Pernambuco está apenas começando, mas a sombra da mão de Lula sobre o PSB de João Campos será, sem dúvida, o tema central que Raquel Lyra e seus aliados não deixarão o eleitor esquecer.

A Conexão Brasília Pernambuco pergunta: quem realmente manda no PSB nacional?

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