O cenário político de Pernambuco continua fervendo com essa movimentação, e hoje (1º de abril de 2026) é justamente o dia em que Mendonça Filho assina sua filiação ao PL em Brasília. A ida de Mendonça para o PL não é apenas uma troca de legenda (saindo do União Brasil, onde vivia em pé de guerra com o clã Coelho). É o movimento que consolida Mendoncinha como o pilar da direita tradicional no palanque de Raquel Lyra. Ele chega para dar "musculatura" política e tempo de TV, mas, acima de tudo, para possivelmente ser o nome da governadora ao Senado.
Como está o "ninho" do PL em Pernambuco?
O ambiente no PL de Pernambuco é de unidade estratégica, mas com tensões latentes. Começa com o embate entre Gilson Machado e os Ferreira. O relacionamento entre Gilson e André/Anderson Ferreira já teve dias melhores. No final de 2024 e início de 2025, houve ruídos públicos com os Ferreira questionando o desempenho eleitoral de Gilson e ele mantendo sua linha direta com Bolsonaro. Ainda tem o Coronel Meira que segue como o "fiel da balança" ideológica, garantindo que o partido não perca o DNA conservador. Ocorre que o Coronel e Mendonça já tiveram ruídos graves também e deve haver - por parte de integrantez do PL - um contorcionismo dedicado a resolver esse problema. A chegada de Mendonça entra como um "player" de peso que pode tanto apaziguar as alas quanto gerar novo ciúme, já que ele chega com a benção da governadora, mas principalmente conta com a simpatia de Valdemar Costa Neto.
O que isso acrescenta ao palanque de Raquel Lyra?
A governadora Raquel Lyra (que agora comanda o PSD) está montando um "exército" de centro-direita. A entrada do PL no seu palanque resolve dois problemas de uma vez:
- Neutraliza a oposição à direita: Evita que o PL lance uma candidatura isolada que pudesse tirar votos dela no primeiro turno.
- Introduz a identidade de Mendonça Filho que vem trazendo a experiência de ex-governador e ex-ministro, conferindo uma "grife" de gestão que combina com o discurso técnico de Raquel.
O PL no palanque de Raquel: A Divisão de Espaços
O PL não vai apenas participar; o partido quer ser o protagonista da chapa majoritária. A tendência é que a chapa seja desenhada com:
Raquel Lyra (PSD): Reeleição.
Mendonça Filho (PL): Primeira vaga ao Senado.
Segunda vaga ao Senado: Onde mora o perigo.
Nomes como o de Túlio Gadelha (agora no PSD) ou até um nome dos Ferreira/Coelho estão no radar, o que exige uma engenharia política precisa para ninguém sair satisfeito "pela metade". Ainda tem o agravante do aliado de primeira hora, que andou pelo “vale da traição” por um tempo, Dudu da Fonte. Saber como lidar com tudo isso carece de muito jogo de cintura e ao que me parece, Raquel aprendeu rápido a te-lo, agora é só praticar.
Diante de tudo isso podemos considerar que: o ponto alto da eleição de 2026 em Pernambuco será mesmo o embate entre o "Bloco da Governadora" (PSD + PL + PP) contra a "Frente Popular" de João Campos. A filiação de hoje é o tiro de largada oficial dessa polarização estadual.
A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: Como fica o relacionamento entre Mendonça Filho e Coronel Meira dentro do PL? Há muito que os dois não se bicam!

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