O cenário político em Pernambuco para 2026 deixou de ser uma nuvem distante para se tornar um jogo de pressões reais. Com duas vagas em disputa para o Senado, o que vemos agora é um verdadeiro "congestionamento" de pesos-pesados tentando se equilibrar nas duas principais locomotivas do estado: a da governadora Raquel Lyra (PSD) e a do prefeito João Campos (PSB).
O "Gordio" das duas principais candidaturas
No grupo de João Campos, o desafio é matemático. Com a consolidação da aliança com o PT, Humberto Costa é o nome natural para a reeleição. A questão que continua tirando o sono dos articuladores, segundo fontes do próprio PSB, ainda é a segunda vaga.
Marília Arraes (PDT): segue liderando ou figurando no topo de todas as pesquisas (como os recentes números do Veritá e Datafolha de 2026), mas não passa pela glote de muitos aliados do ex-prefeito. Sua entrada oficial na chapa de João, ao lado de Humberto, criaria uma força de recall difícil de bater, mas exige uma engenharia partidária delicada para não isolar outros aliados.
Silvio Costa Filho (Republicanos): O ministro tem jogado parado, mas com muita influência. A indicação de seu irmão, Carlos Costa, como vice na chapa de João Campos, sinaliza que o clã Costa já tem um papel central na estratégia majoritária.
Raquel e a "Amarração" do Centro
Do outro lado, Raquel Lyra trabalha para fortalecer seu palanque de reeleição com nomes que tragam densidade eleitoral no interior e segurança institucional em Brasília.
O fator Miguel Coelho (União Brasil): Após as idas e vindas sobre a federação, Miguel aparece consolidado como uma terceira via forte, pontuando na casa dos 14% a 18%. Ele é a peça-chave que pode pender para o lado da governadora, caso o acordo para o Senado seja selado.
O Avanço do PP: A governadora "amarrou" de vez o PP em seu projeto. Isso coloca nomes como o de Eduardo da Fonte (que aparece com cerca de 13% a 18% nas intenções de voto) como fortes postulantes a uma das vagas na chapa oficial de Raquel.
A Direita e os Nomes de Tradição
Enquanto isso, o PL de Anderson Ferreira e Gilson Machado aguarda as definições nacionais para saber se marcharão isolados ou em composição. Ambos mantêm um piso fiel de votos (na casa dos 13% a 19%), o que os torna fiéis da balança em qualquer cenário de segundo turno para o governo. Correndo por fora, nomes como Armando Monteiro e o atual senador Fernando Dueire buscam viabilidade através de alianças programáticas.
A conexão Brasília-Pernambuco quer saber: Com o PT de Humberto Costa e o Solidariedade de Marília Arraes ocupando as duas janelas no palanque de João Campos, fechará o espaço ou veremos uma nova reviravolta nas alianças até as convenções?

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