
A coluna de hoje vai direto ao ponto. Não se trata apenas de "renovação", mas de uma substituição sistemática de peças-chave que, até pouco tempo, eram a face do PSB em Pernambuco e em Brasília.
O Caso Tadeu Alencar
O primeiro grande movimento dessa engrenagem foi com Tadeu Alencar. Nome de extrema confiança de Eduardo Campos e ex-Secretário da Casa Civil, Tadeu sempre foi um articulador técnico e político de alto nível. Ao ser "rifado" das prioridades do grupo de João, ficou claro que a lealdade ao legado do pai não é mais o passaporte garantido para o futuro sob a nova gestão. Para muitos, a saída de Tadeu do protagonismo foi o "cartão de visitas" da nova era, apesar de não tirar o nome de Eduardo e do bisavô Miguel Arraes da boca em todas a falas, em qualquer lugar.
Danilo Cabral: Já é o Próximo da Lista?
Agora, os holofotes se voltam para Danilo Cabral. Após enfrentar passivamente a difícil missão do partido para ser o candidato ao Governo em 2022 - uma tarefa que muitos consideraram um "sacrifício" em um momento de baixa do PSB - Danilo parece estar recebendo como recompensa o escanteio. Rifar Danilo agora, especialmente com o peso e a história que ele carrega dentro da legenda, soa para a velha guarda não só como uma ingratidão estratégica para o entorno de João, mas como um sinal para os correligionários da coligação.
O Mal-estar no Interior
Essa postura "recifecêntrica" de João Campos, focado em sua patota e em nomes que gravitam apenas em torno de sua imagem, acendeu o alerta vermelho no Agreste e no Sertão. Líderes municipais que antes tinham interlocução direta com figuras como Danilo e Tadeu agora se sentem órfãos de diálogo. Este jornalista convive direto com a população do Sertão e do Agreste (inclusive estive lá neste final de semana) e posso afirmar que muitas lideranças do próprio partido estão se desanimando e comentando a falta de maturidade do rapaz para levar a campanha com a qualidade que se viu em outras épocas da Frente Popular.
Essas lideranças afirmam indagando: “Se João isola até os "generais" do próprio partido, qual será o espaço reservado para os prefeitos do interior na construção de 2026?”
O Risco do Conhecido "Salto Alto"
A popularidade de João é inegável, mas a política pernambucana é feita de tradição e costura. Ao ignorar o peso de nomes carimbados e a importância das lideranças regionais, o ex-prefeito joga, mais uma vez, um jogo arriscado. O "futuro" que ele prega pode acabar ficando isolado se ele não aprender que, para governar o estado, é preciso respeitar quem ajudou (e muito) a construir o caminho até agora.
A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: Aliados da velha guarda do PSB já acordaram para falta de maturidade na campanha ou vão seguir em frente?
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