A frase "acuse-os do que você faz, chame-os do que você é" que é amplamente atribuída na internet a Vladimir Lênin, mas trata-se de uma citação falsa, cabe bem neste episódio de acusação do gabinete de ódio feito pelo candidato da Frente Popular. Se existe alguém que viu de perto todo tipo de perseguição por parte dessa representação política, essa pessoa sou eu. No ano de 2017 em diante, o governo do PSB movimentou todo seu "gabinete do ódio" para tirar meu programa de rádio do ar em uma rede de mais de 26 emissoras e acabou com meu canal do YouTube. Mas essa é uma página virada na minha carreira de 34 anos de profissão. Vamos aos fatos atuais:
A política pernambucana mais uma vez entrou em ebulição nesta semana com as denúncias veiculadas em rede nacional sobre a suposta existência de um "gabinete do ódio" operando nos bastidores do Palácio do Campo das Princesas. A denúncia, encampada pelo grupo do ex-prefeito João Campos, acusa a gestão da governadora Raquel Lyra de articular servidores e direcionar verbas publicitárias para alimentar uma rede coordenada de páginas e portais com o objetivo de desgastar adversários.
Do lado do Palácio, a resposta veio rápida: a exoneração do servidor citado nas gravações para apuração interna e a negativa taxativa de qualquer operação ilegal.
Os veículos mencionados na reportagem também sustentam que apenas cumprem o papel da imprensa ao repercutir investigações e polêmicas públicas, temas que já foram exaustivamente noticiados em âmbito nacional, como contratações emergenciais e questionamentos em concursos (fura-fila). Além disso, defendem a legitimidade da publicidade institucional, registrada de forma transparente nos órgãos oficiais.
Contudo, para quem acompanha a rotina do poder de perto, o episódio traz uma sensação evidente de "déjà vu". O uso de estratégias digitais agressivas, o impulsionamento de pautas convenientes e a robusta distribuição de mídia para portais e blogs nunca foram exclusividade de um único grupo político. A própria Prefeitura do Recife, sob diferentes comandos, incluindo a gestão socialista, sempre operou uma máquina de comunicação das mais sofisticadas e bem financiadas do país. O investimento maciço em publicidade institucional, o relacionamento estreito com veículos alinhados e a presença digital permanente sempre fizeram parte da engrenagem que sustentou suas narrativas e conteve o avanço da oposição.
No fim das contas, a denúncia levada à Polícia Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) exigirá dos órgãos de controle uma apuração rigorosa sobre eventuais desvios de finalidade ou abusos de poder político. Mas, despindo o caso do barulho eleitoral, o que se vê nos bastidores é um autêntico jogo de espelhos: métodos de guerrilha digital e uso das estruturas de comunicação que ambos os lados conhecem e praticam muito bem quando têm a caneta na mão. Eu que o diga!
A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: A Justiça Eleitoral vai agir neste caso do chamado gabinete do ódio ou essa é mais uma denúncia que vai morrer antes de chegar aos tribunais?

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