Blog do Adriano Roberto

A guerra dos senadores e a reta final com Lula ou sem Lula? Planalto ainda não confirmou


Na reta final do calendário eleitoral e das grandes articulações do estado, a política pernambucana virou uma verdadeira panela de pressão. E o ingrediente mais quente da semana é um rumor, agora com ares de confirmação que mobiliza do Palácio das Princesas, às bases militantes da Capital e do Interior: mas afinal, Lula vem ou não vem ao Recife depois de amanhã? Apesar de João Campos e do presidente estadual do PT, Carlos Veras, terem confirmado a presença do presidente Lula no Recife nesta sexta-feira (25), o Palácio do Planalto ainda não publicou, até esta quarta-feira, uma agenda oficial detalhando a passagem do presidente pela capital pernambucana.

O "efeito Lula" e a novela da agenda oficial

Aliados da frente de esquerda e parlamentares como o deputado federal Carlos Veras (PT) já dão como certa a presença do presidente no Recife. A movimentação ventilada nos bastidores aponta para um ato ou caminhada por volta das 10h, sinalizando o apoio crucial do presidente à chapa aliada.

No entanto, o blog "Conexão" que acompanha de perto os bastidores de Brasília sabe: até que o Palácio do Planalto publique o roteiro no diário de agenda oficial ou envie a equipe de adiantados (pre-advancers), a prudência é a melhor conselheira. O presidente carrega compromissos internacionais e pressões de palanques em diversos estados nordestinos. A expectativa, portanto, é enorme. Se a presença se confirmar, será a senha para selar alianças e empurrar cabos eleitorais para a rua; se melar ou virar apenas uma mensagem gravada, dará munição para a oposição ironizar o "vácuo" em seu próprio berço político.

A guerra paralela: A disputa ferrenha pelo Senado

Se o governo do Estado e a prefeitura do Recife monopolizam as atenções no executivo, a disputa pelas cadeiras no Senado Federal em Pernambuco tornou-se um espetáculo à parte — e talvez o cenário de resultado mais imprevisível destas eleições.

Com nomes de peso pesado na disputa, como Humberto Costa (PT) buscando a consolidação da base governista federal, Mendonça Filho (PL) puxando a força da oposição e do eleitorado conservador, além de postulantes de recall fortíssimo como Marília Arraes (PDT) e Eduardo da Fonte (PP), a conta não fecha fácil.

O xadrez para o Senado em Pernambuco escancara duas realidades:

  1. Padrinho vale, mas não faz milagre sozinho: Ter o apoio de Lula ou o alinhamento com a oposição garante piso de voto, mas o eleitor pernambucano historicamente costuma cruzar votos para o Senado de forma bastante independente.
  2. Transferência de votos e alianças de bastidor: A reta final está marcada pelo voto útil e pelas articulações de prefeitos no interior. Muitos gestores municipais negociam a dobradinha com senadores em troca de emendas e obras, independentemente do topo da chapa.

O que esperar até sexta-feira?

Pernambuco continua sendo a vitrine política do Nordeste. A presença física de Lula no Recife é a tacada que a base aliada quer para dar o "gás" decisivo. Resta saber se o Planalto vai confirmar no papel o que a militância já canta nas ruas.

Até lá, a coluna segue de olho em cada passo, cada bastidor e cada mudança de vento nas pesquisas.

A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: dessa vez Lula vem mesmo ou a Frente Popular vai continuar no vácuo, o que a base governista vai responder sobre a presença de Lula em solo pernambucano?

Postar um comentário

0 Comentários